Teste de Reclamação de Jace Markov

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Teste de Reclamação de Jace Markov

Mensagem por Jace Markov em Sex Ago 22, 2014 4:57 pm

Teste

Nome: Jace Markov

Idade: 18

Local de Nascimento: Glastonbury, Somerset, Inglaterra.

Nome do(a) progenitor(a) mortal: Mary Markov

Nome do(a) progenitor(a) divino(a): Hades

Descreva como você é, física e mentalmente: Um garoto de aparência sombria, olhos castanho-escuros, cabelo loiro até o ombro, tamanho de aproximadamente 1,80. O porte físico é magro, o rosto tem olhos fundos, com olheiras.
Mentalmente, Jace é um homem anti-social, maníaco e um pouco psicopata. Aquelas pessoas que ousaram se aproximar dele se arrependeram amargamente, pois ele descobriu as piores verdades sobre ela e a torturou mentalmente, até o ponto de submissão. Não se importa com ninguém nem com o destino do mundo, apenas com ele mesmo.

Conte sua história, narrando desde sua infância até sua chegada ao Acampamento: Jace nasceu na pequena e mítica cidade de Glastonbury, em Somerset, Inglaterra. As pessoas mais velhas do lugar dizem que, no momento em que a mãe, Mary, fazia o parto do garoto, sozinha em sua casa, gritando, uma estranha aura negra pairava sobre a casa, e qualquer um que se aproximasse para entrar era tomado por um medo subto. Há pessoas, porém, que juram de pé junto que, ao olhar pela janela do quarto, viram um homem de aparência assustadora parado ao lado da moça.
Porém o suposto pai do garoto nunca mais foi visto. Jace cresceu sobre o olhar severo da mãe, e constantemente os vizinhos ouviam brigas vindo da casa, coisas sendo jogadas e quebradas. Era um ambiente nada sadio para uma criança crecscer.
Aos 7 anos aconteceu a primeira coisa esquisita envolvendo o garoto. Além de nenhuma das outras crianças gostarem de sua companhia, ele vivia ao pé da Glastonbury Tor, montanha mítica da cidade, sempre falando "sozinho". As crianças da cidade juravam que ele falava com espíritos e mortos, mas Jace não parecia com medo. Pelo contrário, ele ficava mais calmo na presença de "ninguém", falando com seus amigos imaginários.
Seis anos depois, a pacata Glastonbury ficou horrorizada quando, ao acordarem cedo como de costume, acharam no meio da estrada para fora da cidade, o corpo de Mary Markov estatelado no chão, todo cortado. Foram até a casa da família e encontraram Jace no sofá, com uma faca ensanguentada na mão, assistindo TV calmamente como se nada estivesse acontecendo. O sorriso calmo e sádico em seu rosto foi mais que o suficiente para o declararem culpado. Ele foi para a prisão local da cidade aos 13 anos de idade, onde deveria permanecer por trinta anos.
Mas não foi o que aconteceu.
Era uma noite fria de julho quando o garoto de 18 anos acordou. Se levantou da cama de pedra da prisão, olhou por trás das grades para ver se um dos guardas estava ali. Mas como de costume, o único guarda, Philip, estava dormindo na cadeira, a alguns metros dali. O garoto tirou um maço de cigarro e o acendeu com um isqueiro. O prisioneiro na cela da frente olhou para ele.
- Ei. Me passa um também parceiro.
Jace se virou e guardou o cigarro nas costas novamente, como se não tivesse ouvido. Olhou pela janelinha gradeada, na verdade um buraco para entrar claridade. A lua cheia crescia lá encima. Hoje era o dia que seu amigo tinha lhe falado.
- Já está quase na hora. - Uma voz disse ao seu lado.
- Espero que valha a pena ter esperado tanto tempo, Marsh. - Respondeu Jace, com a voz rouca, para o homem ao seu lado.
- Ah, você vai ver. A cidade inteira vai lembrar de você por eras.
- Eu só quero sair desse lugar. Não quero ser lembrado.
Marsh riu, olhando também pela janela. O prisioneiro na cela da frente murmurou:
- Continua falando sozinho...
De repente, o barulho de porta se abrindo foi ouvido. Jace apenas se sentou na cama de pedra, fumando o cigarro calmamente. Passos vindo até a sua cela, caminhando lentamente. Até que o corpo entrou em visão. Parado na sua frente estava o chefe da polícia, Myers.
- Olá, Markov.
Jace olhou para ele, mas não disse nada. Apenas tirou o cigarro da boca e soltou a fumaça.
- Eu sei que você deve estar achando estranho eu ter vindo até aqui, mas não há tempo de explicar...
- Eu já sei o que veio fazer aqui, Myers. - Cortou-o Jace, se levantando. - Meu amigo me contou. Bom saber que tem alguém nesse lugarzinho estúpido que se lembra quem realmente são os deuses. Melhor ainda saber que tem alguém que segue o deus certo. Agora... Abra a porta logo.
Myers ficou olhando o homem sinistro por um tempo, depois respirou fundo, tirando a chave do bolso, e abriu as grades. Jace saiu da cela lentamente e olhou para Philip. Ele já não dormia mais, isso era certeza pela poça de sangue que saia do pescoço dele.
- Bom trabalho. - Comentou Jace, se virando para Myers.
- Bem, você está livre, como seu pai requisitou. Agora...
- Agora vou começar a limpar algumas coisas que estão sujas.
Jace segurou o pescoço do policial, apertando ele com força enquanto o empurrava para dentro da cela. Myers lutava e esperneava, tentando sair do aperto. Ele olhou para Jace, e a visão que viu tirou todas as forças dele. Os olhos do garoto pareciam estar enegrecidos, com um sorriso sádico no rosto. E ao lado dele, alguém que não estava lá antes. Um homem baixo, de aparência pálida, um buraco na testa, também sorrindo com a cena.
- Está vendo ele, Myers? - Sussurrou Jace, enquanto apertava a garganta dele mais ainda. - É porque você já está passando para o lado dele. Você me prendeu no dia que entrou em minha casa, me trouxe para cá. - As palavras carregadas de ódio ecoavam no ouvido do policial. - Aquela maldita tentou me matar por eu ser filho do Deus das Trevas, e ela pagou por isso. Agora você paga por ter me prendido, seu idiota. - E com um último aperto mais forte, a traquéia do policial se quebrou e ele tombou sem vida.
Jace se virou como se nada tivesse acontecido e olhou para o prisioneiro na cela da frente. Ele olhava a cena com olhos arregalados. Jace sorriu e jogou um cigarro para ele.
- Seu cigarro.
O homem saiu pela porta da frente da delegacia e respirou fundo o ar gelado da noite. Ar livre invadindo seus pulmões. Ele se virou para Marsh, ao seu lado.
- E agora?
- O tanque está onde você quis, do lado do bar. Só precisa de uma pequena faísca.
Jace andou pela rua calmamente. As luzes do barzinho estavam acesa, música alta vinha de lá, junto com as risadas daquelas pessoas que o tinham prendido por se defender. Tolos. Ao lado do bar, um barril vermelho se destacava frente a pintura branca do lugar. Jace jogou o barril de lado e, logo abaixo dele, uma trilha de óleo se estendia por debaixo do bar.
Ele deu uma última tragada no cigarro, soltou a fumaça para o alto e disse.
- Eu sou filho de Hades. Certo?
- Sim, um príncipe das trevas. - Respondeu Marsh.
- Espero que esse lugar que você me disse seja melhor que esse lixo. - E apontou para o centro da cidade.
- É um lugar seguro, e seu pai quer que você fique lá. Estará seguro contra os monstros que virão perseguí-lo.
Jace riu.
- Que pena... Queria matar alguns para saber se são durões como você me disse. Bem... - Ele jogou o cigarro na trilha de óleo, que começou a pegar fogo. - É melhor irmos andando.
O garoto foi andando pela rua, na direção de um carro de policia. Dentro dele, estava outro policial, olhando para dentro da delegacia. Quando viu Jace, ele empalideceu.
- Onde está...
- Myers ficará na prisão, para fingir que tudo está bem.
- Mas...
- Vamos logo. - Disse o garoto, entrando no carro e o fuzilando com os olhos.
O policial nem pensou muito. Ligou o carro e arrancou.
Quando viraram na primeira rua para fora da cidade, uma grande explosão foi ouvida. O policial olhou assustado pelo retrovisor.
- O que foi isso?! - Perguntou ele.
- O som da vitória... - Comentou Jace, com um sorriso no rosto.
Depois de quase um mês de viagem, Jace chegava ao lugar que Marsh tanto falara. Ele odiava os Estados Unidos. Era muita felicidade, cores, gritos, pessoas. O garoto olhou bem para o arco de pedra. Escrito em grego antigo, estavam as palavras "Acampamento Meio-Sangue".
- Um acampamento? - Grunhiu o garoto, olhando para Marsh.
- Confie em seu pai, garoto. Ele sabe o que faz.
Jace andou até o arco. As roupas pretas pareciam reter toda a luz do sol, o que parecia fazer jus a quem ele era. Jace atravessou o portal e esperou que Marsh fizesse o mesmo, mas ele continuou parado.
- Você não vem?
- Infelizmente não posso. Eu já estou morto, e sou apenas um capanga de seu pai. Eu o protegi de muitos perigos, menino Markov, mas agora você deve enfrentá-los sozinhos.
Jace levantou uma sobrancelha.
- Não espere que eu chore. Foi bom te conhecer, meu caro.
- Coloque medo em seus inimigos. Mostre que você é filho de Hades. Mostre que você é um príncipe das trevas.
E a imagem de Marsh se dissolveu no ar. Jace virou as costas e foi andando até o acampamento, do mesmo jeito sombrio de sempre.

Narre um encontro entre você e seu pai/mãe, pode ser direta ou indiretamente: Jace estava em mais um de seus sonhos (pesadelos) de sempre. Estava em lugar escuro, várias vozes assolavam seus ouvidos, gritos, pedidos de clemência, choros. E também risadas frias, maléficas. Ele sabia que estava no lar de seu pai.
E como se soubesse da presença, um homem apareceu do meio da escuridão. Sua aparência era assustadora. Vestia roupas pretas, com um colar de caveira. Jace olhou para o homem, fixamente.
- Olá, pai.
- Jace. Escute bem, porque eu não posso mantê-lo aqui por muito tempo. Você já está a 4 anos preso nessa cadeia mortal, mas a hora da liberdade está prestes a chegar. O espírito que enviei lhe contará os detalhes, mas eu enviarei você a um lugar seguro.
- Eu quero vingança contra aqueles que me prenderam. - Disse o garoto.
- Você não sabe o que quer, criança.
- Deixe-me matá-los, Hades! Você não liga para eles de qualquer jeito, nada mudará.
Hades fuzilou o garoto com o olhar. As trevas ao redor de Jace se tornaram mais intensas, como se quisessem engoli-lo.
- Cuidado como fala comigo, seu tolo. Você é meu filho, mas eu ainda sou um deus e você um semideus. Saiba o seu lugar.
Jace abaixou a cabeça, em silêncio, a raiva o roendo por dentro.
- Meu enviado será aquele que prendeu você, Eric Myers. - O garoto sorriu sadicamente. - Ele providenciará para que você tenha sua vingança contra os tolos desse lugar.
Um vento forte começou a soprar das sombras, como se o empurrassem.
- Agora vá, meu filho.
E quando o vento já estava acabando com o ar do garoto, Jace acordou em pânico, respirando rapidamente, em sua cela. Mesmo sendo um sonho, porém, o garoto tinha certeza que o que tinha visto realmente aconteceu. Ele tinha visto seu pai pela primeira vez em sua vida.
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