Teste de Reclamação - Drake Caller

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Teste de Reclamação - Drake Caller

Mensagem por Drake Caller em Sex Ago 22, 2014 4:53 pm

Nome: Drake Caller
Idade: 17 anos
Local de Nascimento: Cutler Bay, Flórida
Nome do(a) progenitor(a) mortal: Lucy Caller
Nome do(a) progenitor(a) divino(a): Poseidon

Físico e Mental:
Drake é um cara estiloso, gosta de usar roupas mais atuais e não larga a boa e velha barba que tem desde o início da adolescência. Tem a pele clara e os olhos negros que herdou da mãe. Os cabelos escuros vieram do seu pai. Corpo levemente musculo, Drake gosta de se cuidar e manter-se em forma. Drake é um cara que se preocupa com quem ama. Apesar de ter um único amigo, Drake sempre zelou pelo bem-estar de Tyson e de sua mãe já falecida. Drake pretende agora fazer novas amizades em sua nova casa. É divertido e bem humorado. Drake vai se sentir muito bem no Acampamento Meio-Sangue.

A história:
Olá, meu nome é Drake, tenho 17 anos e hoje vou contar um pouco da minha história.
Moro com a minha mãe, Lucy, em uma cidade pequena e litorânea próximo à Miami. Ela gosta de paz e tranquilidade, por isso escolheu morar em uma cidade com pouco movimento. Minha mãe era mergulhadora profissional antes de eu nascer, viajava o mundo todo, mergulhando nos sete mares que podia. Ela já ganhou troféus, era famosa com reconhecimento internacional. Até hoje quando ela sai, alguém a reconhece.
Ela conta que o melhor mergulho dela foi no litoral Brasileiro, em Fernando de Noronha, um paraíso tropical e diz também que foi lá que conheceu meu pai. Segundo os relatos dela, ela viajou para a ilha em uma expedição apenas com profissionais de mergulho. A viagem de 3 dias rendeu muito a todos eles. Na última noite, enquanto todos dormiam, ela decidiu ir para a beira do mar, deitar-se na areia e vislumbrar o reflexo da lua no oceano. Já havia se passado horas e o horizonte já começava a clarear quando ela ouviu passos que afagavam a areia se aproximando que iam direto ao seu encontro.
Ela levantou-se para ver quem era e deu de cara com um homem alto, com a pele bronzeada do sol, olhos verdes vivos que pareciam as ondas do mar, cabelo liso e bem escuro e com roupas tipicas havaianas. Com uma prosa solta, ele a convenceu de acompanha-lo em um mergulho. Em um dado momento deles dentro da água aconteceu a relação sexual, e logo em seguida ele desapareceu. Minha mãe desesperada, gritava por alguém que nem sabia o nome e que a deixara na água sem mais nem menos.
Ela voltou ao solo e acordou todos, contando o que havia acontecido, exceto pela parte da relação sexual, e pediu ajuda para que todos procurassem o tal homem misterioso. As buscas se estenderam ao longo do dias, mas todos desconfiavam que minha mãe estavam delirando e decidiram parar e então naquele mesmo dia todos voltaram aos Estados Unidos e minha pobre mãe arrasado com o que havia acontecido. Mas a confirmação veio 3 semanas depois com a sua menstruação atrasada e enjoos, ela estava grávida de mim.
O tempo passou, eu nasci com os cabelos do meu pai, os olhos de minha mãe e as anormalidades apareceram desde criança. Eu demorei muito para aprender a falar e muito mais para aprender a escreve, minha mãe preocupada me levou ao médico que confirmou, eu tenho deficit de atenção e dislexia. Aprendi a surfar aos 2 anos e mergulhar desde o nascimento. Não parava em nenhuma escola por acontecimentos diversos, até em que na última escola em que eu estive com 12 anos, a diretora se transformara em um monstro com asas, guarras e uma cara feia e me atacara. O mais engraçado é que ninguém viu nada e eu matei o monstro com facilidade apenas com uma tesoura que havia na sala. Desde então, minha mãe largou a profissão de mergulhadora e decidiu ela mesma me dar aula em casa.
Eu tinha um amigo naquela escola, o nome dele era Tyson e ele tinha problema em uma das pernas e tinha que andar de muleta, mas um dia ele de repente olhou com cara de espanto para mim e disse:

-NÃO PODE SER!! VOCÊ É PIOR DO QUE EU IMAGINAVA!!! - eu continuei olhando para ele sem entender nada. E ele continuou - Tenho que ir agora... Vou mandar reforços.

E se foi apressadamente com suas muletas e eu nunca mais o vi. Fiquei chateado, pois era o único amigo que eu tinha. Desde então eu fico dentro de casa, só saio para ir à praia que para chegar, só é preciso atravessar a rua.
Minha mãe decidiu vender peixe na sala de casa. Ela compra no atacado com um pescador da região e vende a varejo dentro de casa. O cheiro é muito forte e ruim, mas ela parece não se incomodar e eu também já estou acostumado. Ela nunca deixou eu ajudar ela na venda, dizia que as pessoas são maldosas e poderiam querer meu mal.
Numa bela manhã de sol e calor, minha mãe já havia chegado em casa com os peixes. Havia me entregado um Robalo inteiro e mandou eu limpá-lo na cozinha, aquele seria nosso almoço. Enquanto isso na sala ela estava limpando os demais peixes quando a porta se abriu e um calafrio subiu pela minha espinha. Devia ser só um cliente e então o porque da minha preocupação instantânea? Afastei o pensamento ruim e continuei limpando o peixe.
Ouvi a conversa da minha mãe com a compradora, conversa normal de quem quer comprar o peixe até que a mulher falou:

-Tem mais alguém na casa?

-N..não, por...porque? - percebi o nervosismo de minha mãe.

-Sinto cheiro de mar muito forte vindo lá de dentro. Você sabia que eu vendo estátuas? Não gostaria de ir conhecer algumas? Aproveite e leve o Drake junto, ele ia adorar.

-SAIA DA MINHA CASA AGORA! - Minha mãe berrou com a compradora.
-MÃE! - gritei de volta.

-FILHO, FIQUE AÍ. POR FAVOR!

-Ahhh, então ele está aqui mesmo... Maravilha!

Corri até a sala no momento que ouvi minha mãe dar um grito de agonia. Chegando lá eu vi uma mulher segurando óculos escuros, cabelos de serpente e minha mãe sendo petrificada com os olhos fixos nos olhos da...MEDUSA!
Numa fração de segundo eu lembrei da aula de mitologia grega e desviei os olhos no momento em que o monstro virara para me encarar.

-Então, filho do mar. Enfim te encontrei - a demônia deu uma risada sarcástica.

Ouvi o barulho das serpentes se aproximando e então decidi correr para a cozinha. Mas será possível que essa coisa era mesmo real? Eu não conseguia pensar, só estava aflito com o fato da minha mãe ter virado pedra.

-Onde está você queridinho?

Me encolhi atrás da geladeira, dali eu não havia saída. Eu tinha que pensar em um modo de matar aquela coisa, igual eu fiz com a minha diretora. Então decidi puxar uma faca que havia ali atrás escondida, minha mãe sempre deixava ali para ocisões especiais, como peixes raros ou demônios mitológicos.
Fechei os olhos e esperei o barulho de serpente aumentar. Contei 3, 2, 1.

-TE ACHEI!

Nesse instante ela pulou para cima de mim mas eu a espetei na barriga com a faca. Deixei a faca fincada e sai correndo dali. Isso havia funcionado com a minha diretora, a diferença é que foi com uma tesoura e ela se transformou em pó na hora.
Corri para a sala e vi minha mãe petrificada, meus olhos encheram de lágrima e eu não sabia o que fazer.

-VOLTE AQUI MOLEQUE! VOCÊ ACHA QUE ESSA FAQUINHA É CAPAZ DE ME DETER?

Voltei à realidade e corri para as escadas, chegando na parte de cima corri para meu quarto e entrei no guarda-roupa.
Agora era meu fim, não havia nada que eu podia usar ali dentro para acabar com a peste. A Medusa subiu as escadas com pressa.

-APARECE!

Prendi a respiração já com o sangue fervendo, estava prestes a morrer. Ela já estava dentro do quarto feroz e irritada, revirava as coisas a minha procura, berrava e quebrava as coisas e então ela parou. O fio de luz entre as portas do guarda-roupa havia desaparecido com a sombra dela, as serpentes estavam todas alegres e o som havia aumentado.

-Adeus Drake!
-ADEUS! - respondeu uma voz familiar

Com um gemido horrível, Medusa foi ao chão e então meu sangue quase parou de circular. Com a respiração presa e um silêncio horrível, eu não sabia o que estava acontecendo.

-Drake? - A voz familiar repetiu - Você está aí?

Reconheci a voz e dei um salto para fora do guarda-roupa, tropecei na criatura que estava  caída no chão e com a cara coberta mas corri em direção de Tyson.

-TYSON! QUE BOM TE VER - abracei meu velho e único amigo que havia voltado para me salvar. Olhei para cima e alguém estava atrás dele. Um cara que era metade homem da cintura pra cima e o resto era corpo de cavalo.

-Drake Caller, eu sou Quíron e é um prazer te conhecer.

E desde então, cá estou eu no Acampamento Meio-Sangue, agora eu já sei de tudo e de toda a verdade. Ainda não fui reclamado, mas farei de tudo contra o mal para vingar a morte da minha mãe.



O encontro:
Toda tarde depois do almoço, os semideuses fazem diversas tarefas. Os filhos de Ares arrumar briga, os filhos de Hermes roubar alguma coisa, os filhos de Afrodite cuidar da beleza, entre outros. Eu particularmente vou para a praia do acampamento. Lá eu me sinto em casa, não gosto de ficar no chalé de Hermes por ser abarrotado e todo dia alguma coisa minha some, por isso levo tudo que posso para todos os lados.
Quando estou eu e o mar a ligação com a minha mãe cresce e eu sinto que sou eu. Passo horas e horas a olhar o oceano, as vezes mergulho para lembrar meus velhos tempos em Cutler Bay. A cada dia que passa, sinto que Poseidon é meu pai.
Quando o sol está perto de tocar a água, eu fecho meus olhos e rezo:

-Pai? Será Poseidon? Tenho quase certeza que sou seu filho por gostar tanto das águas do oceano e me dar tão bem com elas. Se for mesmo você, espero fielmente ser reclamado.

E especialmente hoje, as águas borbulharam em resposta. Dei um sorriso e me senti mais confiante.
avatar
Drake Caller
Indefinidos
Indefinidos

Mensagens : 2
Data de inscrição : 22/08/2014

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum