Teste de Reclamação - Rose Peppermint

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Teste de Reclamação - Rose Peppermint

Mensagem por Rose Peppermint em Ter Jul 01, 2014 2:27 am

FICHA DA PERSONAGEM



Nome: Rose Marie Peppermint
Idade: 17 anos
Local de Nascimento: Louisiana, USA
Nome do progenitor mortal: John Valentin Peppermint
Nome da progenitora divina: Afrodite


DESCRIÇÕES



○ Física ○

Rose carrega suas características no seu incrível 1,66m de altura. Seus olhos mutantes encantam qualquer pessoa que os vejam, mudando de verdes, como os de seu pai, para um tom quase mel. Cabelos cor de fogo sempre desarrumados são uns dos seus traços mais marcantes, assim como seu corpo curvilíneo, a cintura marcada e seios proporcionais, que se revelaram aos 12 anos, fazendo com que ela fosse bastante popular entre os meninos da sua sala. Sua pele é de um tom alvo e é facilmente saber quando ela toma sol, pois nunca fica bronzeada, passando de branca para vermelho em menos de meia hora.
Muito vaidosa, sempre está usando um tom leve em sua maquiagem, mas confessa que carrega um pouco na máscara para cílios. Sempre está bem vestida e valorizando suas curvas, mas nunca exagerando. Ela acredita que o verdadeiro “chique” se encontra em chamar atenção mesmo em seus trajes mais simples.

○ Psicológica ○

Ela é de um sorriso fácil e extremamente sociável, tanto que na maioria das vezes faz com que a pessoa se apaixone por ela, mesmo sem querer. Mesmo assim, é uma romântica nata, está sempre lendo histórias onde há príncipes encantados e amor eterno, sempre sonhando em ter algum ao seu lado. Mas enquanto ele não chega, não faz mal nenhum se divertir. E esse é seu principal problema: ela geralmente se envolve em alguns relacionamentos, sendo para ajudar ou para piorar. Ela é capaz de dar conselhos para pessoas que estão relacionamentos, assim como pode acabar sendo culpada de traição quando sente que o relacionamento não irá para frente, ou somente ser extremamente sedutora para gerar ciúmes. Está sempre cantarolando canções e dançando coreografias que simplesmente chegam em sua mente. Ela não se estressa facilmente, mas quando desafiada, ela pode tornar a vida da pessoa em um completo inferno, com direito de a ter como torturadora. É fluente em francês, e costuma xingar somente nesse idioma. Rose tem mania de organização, e as vezes tem crises onde não importa se são 8 da noite ou 5 da manhã, se tudo não estiver em seu devido lugar, ela não dorme até que tudo esteja arrumado.


HISTÓRIA



Em uma noite onde a lua brilhava linda e cheia, um casal se conheceu em um jantar proposto por uma agência de encontros. Ela tinha cabelos ruivos, vermelhos, e ele, olhos verdes tão profundos que hipnotizaria a mulher mais dura e sem coração. Passaram três noites juntos e ela desapareceu. Então, alguns meses depois, um bebê enrolado em uma linda manta cor-de-rosa com detalhes feitos com fio de ouro aparece ao pé da cama do homem com um bilhete e um batom vermelho.

“O nome dela é Rose e gostaria que você deixasse que ela fique com esse nome. Esse é o meu presente pela maravilhosa noite.
Creio que quando ela tiver idade, ela ficara linda com essa cor de batom.

Com amor, A.”



Tirando esse episódio, tive uma infância tranquila. Meu pai fazia o máximo para estar presente, mas sendo o melhor advogado em casos de divórcio da cidade, ele quase não tinha tempo para a pequena e linda criatura de cabelos cacheados que ele chamava de filha.
E sim, eu tinha cabelo cacheado, infelizmente eles foram alisando com o passar do tempo. Mas continuando.
Como ele não podia estar em casa na maioria do tempo, eu fui criada pela minha avó paterna, Marie, “uma francesa nata e dissimulada” como ela mesma se descrevia.
Ela me ensinou a falar (e assim que conseguiu, tratou de enfiar o francês na minha cabeça), a andar, cozinhar, me vestir, pentear o cabelo, brincar com boneca, a andar de bicicleta, e também me escondia quando meu pai trazia uma mulher diferente da semana passada para casa…
Ela realmente foi uma mãe para mim. Mas infelizmente, ela adoeceu e ficou internada por 4 meses. No tempo que ficou no hospital, ela xingou os médicos até onde podia, falando que não precisava de ajuda para fazer nada, como já era esperado dela. Mas nos seus últimos dias, ela estava quieta, pensativa. Eu e meu pai já sabíamos que estava perto, mesmo que ela fosse forte, a pneumonia que começou com uma gripe fraca acabou com a minha querida avó.
Ia todos os dias visita-la depois da escola, e no último dia, ela me chamou para perto da cama, pediu minha mão, colocou um embrulho e beijou minha mão, fechando-a:
-Ma petite fleur1, acho que você já tem idade para usa-lo. Não conte para seu pai.- Ela tossiu e senti seu corpo todo tremer.- Ele guardava isso na gaveta de cuecas. Era da sua mãe.
Olhei espantada para a pequena peça em minhas mãos. Abri e ali estava, o batom vermelho e o bilhete da minha mãe. Fingi que não sabia que isso existia, mas já havia procurado várias vezes na gaveta de meu pai para ver o bilhete com escrita dourada.
-Vamos, passe. Quero ver como fica.-Me levantei e fui até o espelho e passei o batom, que logo realçou o lábio, até tornando-o um pouco mais carnudo. Me virei e sorri. - Linda, mon cher,2 linda.
-Você conheceu ela, grand-mère3?
-Infelizmente não, mas seu pai me disse que ela é a mulher mais linda do mundo, e tenho certeza que ela passou isso para você.- Ela segurou minha mão que estava livre e deu alguns tapinhas sobre ela.- Agora chame o desgraçado do médico, minhas costelas estão doendo e aquele incompetente não está aqui.
Eu ri e lhe dei um beijo na testa e saí de seu quarto. Dei alguns passos e logo ouvi a correria. Muitas enfermeiras entraram no quarto da minha avó e o médico que eu deveria chamar, também.
Ela faleceu. E isso foi 3 dias depois do meu aniversário de 12 anos.

Desde então, minha vida não foi mais a mesma. Ficava extremamente sozinha. Não havia ninguém me dando conselhos, ou conversando comigo em casa. Era somente eu, praticamente todos os dias.
E então, aos quatorze, comecei a sair. Uma saída aqui, um beijo roubado ali e logo, comecei a arranjar companhias.
Comecei trazendo algumas amigas para meu apartamento e aos dezesseis, começaram a vir meninos. A partir daí, ia em todas as festas e não tinha problema com a minha idade, sempre me deixavam entrar. Era popular na escola, conheci Adam, que acabou sendo um grande amigo, ele era um pouco estranho e se assustava fácil, mas tudo ia bem.
Mas infelizmente, meu pai ficou sabendo de tudo isso.
E das 15 festas que eu havia dado nos 2 meses que ele estava viajando a negócios.
E o fato de ele ter achado certas coisas na gaveta do meu banheiro não deixou ele muito mais feliz.
- Quinze festas Rose? QUINZE? E tudo aquilo no seu banheiro? Como você me explica isso Rose?
- Não entendi o que eu fiz de tão grave pai. Só convidei alguns amigos para não ficar sozinha.
- Nem de noite, não é? - Ele falou enquanto mexia freneticamente em seu cabelo. Eu estava nem cozida mais, estava frita. Está bem, eu sei que exagerei nas festas, principalmente por causa das bebidas, mas dei graças aos deuses por ele não ter descoberto as outras coisas que haviam pela casa. Mas tinha culpa se ele me deixava sozinha o tempo todo?
-Não faça essa cara.- Olhei imediatamente para ele e vi que ele vacilou durante alguns segundos, e então respirou fundo e veio me abraçar.- Você tem a cara da sua mãe. Como é possível…
Está bem, essa é a hora.
- O que pai? Porque nunca fala dela? Por que eu não tenho nem uma foto dela? Já posso ter visto ela e nem ter a reconhecido! Eu nem sei o nome dela, pelo amor de Deus.
Ele me olhou, respirou fundo novamente, fez menção de falar e então se calou novamente. Mas então, acho que pensou em calgo como “Que se exploda também” e soltou junto com o ar:
- Porque ela é uma deusa.
Está bem, meu pai enlouqueceu. Ou bebeu demais.
- Como é?
- Ela, bem…- Ele se sentou no sofá e fez menção para que eu me sentasse também. Respirou fundo e continuou. - Ela é Afrodite, a deusa do amor.
“Com amor, A.”
Agora tudo fez sentido. O dia em que eu fiquei rodeada por cisnes no zoológico, como os pombos traziam flores quase todos os dias…
Era tudo ela. Era por causa dela, tudo isso.
De repente, toda a sala pareceu não ter ar. Arfando, eu me levantei e corri para a porta do apartamento, pegando uma blusa qualquer no caminho. Acho que meu pai deve ter falado mais alguma coisa, mas eu não ouvia nada. Não pensava em nada.
Como ele pode esconder isso de mim? Eu tinha o direito de saber quem é minha mãe! Principalmente se ela for uma deusa.
Oh mon Dieu4. Minha mãe é Afrodite.
Andei por vários quarteirões, até estar completamente perdida e ter saído do meu estado de inércia.
Estava num beco. E havia sido seguida.
- Sinto cheiro de flor. - Falou a mulher que estava bloqueando a saída.
- Eu também, e perfume.- A outra respondeu.
Elas se aproximavam e quando a luz incidiu sobre elas,vi suas peles escamosas e verdes. Andei para trás, tentando me distanciar o máximo das duas. Quando encostei na parede, elas riram e se aproximaram mais depressa.
- A pombinha está com medo, está? Nem deve ter sido reclamada ainda, carne fresca!
- Hmm, adoro semideus fresquinho.-
Elas riram e estavam a menos de meio metro de distância, quando uma flecha acertou a cabeça de uma e quando a outra se virou, acertou em cheio seu peito.
E ambas viraram pó.
Elas viraram pó. Vocês entederam? P-Ó.
Caí sobre os meus joelhos antes que eu conseguisse perceber que o meu salvador estava se aproximando.
- Rose? Rose, não desmaie, está tudo bem.
- Adam?- Vi alguma coisa brilhando nas suas costas. Um arco. -Vo-vo-você, vo-você…
- Sou filho de Selene, prazer. Agora vamos tirar você daqui.

Tudo depois disso é um completo borrão na minha mente, sobrando somente alguns “flashes”. Como meu pai me abraçando, Adam me ajudando com a minha mala, eu jogando o bilhete e o batom em um dos bolsos da mala, um banho corrido e finalmente, estar no carro de Adam, acordar no banco de trás vendo ao longe o  aeroporto. Lá, fomos para o saguão de embarque, onde Adam entregou duas passagens, que eu depois fiquei sabendo que meu pai havia comprado e impresso em casa.
Voo para Long Island, embarque portão 3. Uma voz feminina pelo terminal.
- Long Island? Para onde você está me levando? - Puxei Adam pelo braço antes que ele entrasse no portão.
- Para um lugar onde você vai conhecer muita gente como nós.
- Onde Adam? - Ele se aproximou do meu ouvido e falou só para que eu ouvisse.
- O Acampamento Meio Sangue, é lógico.




Traduções:
1 Minha pequena flor.
2 Minha querida.
3 Vovó.
4 Oh meu Deus.
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Re: Teste de Reclamação - Rose Peppermint

Mensagem por Circe em Ter Jul 01, 2014 2:46 pm

Não tenho o que falar... Eu normalmente não gosto de fichas com diálogos, porque acho que o player se perde um pouco da história, mas a sua está perfeita e envolvente *--* Parabéns e seja bem vinda, filha de Afrodite ^^


Aprovada

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