Ficha de Reclamação de Leonard A. Pennyworth

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Ficha de Reclamação de Leonard A. Pennyworth

Mensagem por Anthony W. Savinien em Ter Jun 10, 2014 11:08 pm




Nome: Leonard Al Ghul Pennyworth
Idade: 21 anos
Local de Nascimento: Londres.
Nome do(a) progenitor(a) mortal: Elena Pennyworth
Nome do(a) progenitor(a) divino(a): Zeus
Descreva como você é, física e mentalmente: Leonard é um rapaz simpático, inteligente, educado e respeitoso, que possui diversas qualidades e muitos defeitos; uma de suas características principais é a sua competitividade, que é tão exacerbada que chega a ser próximo de um defeito e faz com que ele tenha poucas amizades e algumas inimizades no acampamento. Seu defeito principal é o seu orgulho um tanto exagerado, fazendo com que o londrino prefira a morte a se humilhar por alguma coisa; o que faz com que a maioria das pessoas pense que é um tanto egoísta e/ou esnobe. O outro defeito seu é a sua teimosia, sendo que na maioria das vezes não aceite comandos impostos por outras pessoas para ele. Tem um temperamento forte e um tanto explosivo, fazendo com que se irrite com facilidade e dificilmente pode ser contido; Leo gosta de exercer liderança em pequenas e grandes missões, e em exercícios no acampamento, o que pode fazer com que outros semideuses pensem que ele seja um tanto autoritário; mas é apenas a sua personalidade. Suas maiores qualidades é a sua coragem perante grandes desafios, a sua seriedade no que faz e a sua habilidade de ficar calmo em situações difíceis, assim conseguindo sair de situações complicadas com grande facilidade; o que faz com que Leonard seja um grande líder.

Leonard é um rapaz alto. Sua pele é levemente bronzeada e tem um físico um tanto forte que lembra vagamente o físico dos filhos de Ares, chegando perto até de alguns filhos do deus das forjas. Possui cabelo castanho-escuro, muito parecidos com o de sua mãe e olhos azuis elétricos que não deixam negar que, de fato, o seu progenitor divino é o deus-mor da mitologia grega. Possui uma barba rala e uma expressão rígida, o que revela um pouco sobre sua personalidade forte e explosiva, além de ter traços explicitamente masculinos. Leonard tem algumas cicatrizes espalhadas por todo o corpo, resultado de inúmeras batalhas travadas contra monstros e semideuses desde quando se iniciou a sua adolescência e desde quando soube que era um semideus, filho de um dos Três Grandes. Leonard possui um olhar calmo e pensativo, além de ter um sorriso confiante e extremamente cativante.

Conte sua história, narrando desde sua infância até sua chegada ao Acampamento:

Leonard nasceu em uma manhã fria, na véspera de natal do ano de 1992, em Londres. Sua mãe, Elena, estava vivendo em um momento complicado em sua vida por causa, justamente, do nascimento desse bebê. A jovem namorava com Khaled Al Ghul, um rico petroleiro árabe, porém seu namorado jurava que o bebê que ela estava esperando não era fruto do amor dos dois, mas sim de um caso extraconjugal que ela tivera com um desconhecido; o que gerou uma briga no relacionamento dos dois, mas por fim prometeu que iria cuidar daquele bebê como se fosse seu próprio filho.

Leonard cresceu sem demais problemas, talvez por causa do excesso de proteção dos seus pais, que fazia com que ele nunca saísse, tendo aulas com um professor particular até chegar aos 12 anos, quando decidiram que o garoto deveria ir a uma escola interna para socializar. Sua vida poderia ser considerada facilmente, uma vida normal, até o momento em que descobrira que não era como os adolescentes comuns e que o mundo não era realmente do jeito que pensava. O seu dia parecia normal até que Lissander, a nova aluna de intercâmbio vinda do Canadá, deu em cima dele o dia inteiro e quando eles iriam se beijar, seu melhor amigo Kayo e uma garota, até então esquisita, a atacaram com bastão e arco-e-flecha; a transformando em uma espécie de pó dourado. Antes mesmo que tentassem explicar, o jovem saiu correndo em direção do seu dormitório, temendo ser o próximo a ser morto pela dupla. Enquanto corria topou com o seu professor Sr. Bunner, que reparou na euforia do garoto e o levou para a sua sala, para lhe contar o que havia acontecido. Mesmo consciente de que ele não acreditaria e o chamaria de louco, Leonard contou tudo que havia acontecido, sem escapar um mínimo detalhe; e para a sua surpresa em nenhum momento o professor de geografia sequer riu ou ao menos o chamou de louco, o que gerou no jovem um leve desconforto e desconfiança ao terminar o "relatório". Por alguns segundos, o Sr. Bunner olhou fixamente para o garoto e pairou na sala um enorme silêncio, até que o próprio professor cessou o silêncio.

— Leonard, pode ser difícil mas ... peço que confie em tudo no que eu disser. Assim como eu confiei em todas as suas palavras. O que eu vou dizer aqui, pode te deixar em perigo, mas é necessário. Você deve saber toda a verdade... — disse o professor em uma fala calma e preocupada, o que deixou o garoto também preocupado. — Leonard,  venho te monitorando faz um bom tempo, para ser mais preciso desde quando você entrou na escola, praticamente. Botei dois dos meus melhores alunos para te proteger, porque você não é um rapaz comum. Você é alguém além da sua compreensão, por isso eu peço que você tente acreditar no que eu digo e que não me tache de louco. Sabe os monstros e deuses da mitologia grega? Eles são reais e você é o que chamamos de semideus. Metade mortal... e metade deus.

"Ok. Meu professor enlouqueceu." pensou o rapaz, ainda incrédulo com o que acabara de escutar. Ele ficou tentado a se levantar e a sair da sala, mas algo o fixava naquela cadeira, naquela sala. Talvez no fundo, sabia que não era normal como os outros e isso o convenceu a ficar lá e ouvir as palavras daquele professor. No momento que decidiu ficar, uma pergunta surgiu na sua cabeça; que o instigava e o amedrontava ao mesmo tempo.

— Metade deus...? Então, quem é o meu progenitor?

O velho professor olhou para o chão, talvez pensativo. A cada segundo que se passava a apreensão aumentava no peito do garoto e o fazia querer esquecer daquele dia e pensar que tudo aquilo era um pesadelo... o pior pesadelo de sua vida. Com uma expressão séria o professor de geografia se voltou ao rapaz.

— Te confesso que não tenho certeza, vejo que tem uma aura anormal a um dos filhos olimpianos. Vejo que pode ser filho de um dos três grandes, Poseidon, Hades ou Zeus. — ao ouvir o último nome, ouviu-se um sonoro trovão do lado de fora da sala, mesmo estando sem nuvem alguma no céu. Mas o professor pareceu ignorar aquele acontecimento, ou apenas fingiu. — Temos que te levar para um lugar seguro, aqui não pode ficar. Quando os semideuses sabem quem realmente são, o seu cheio aumenta significantemente e isso não é nada bom, meu caro jovem. Vá ao seu dormitório, chamarei Kayo e Elise; eles te auxiliarão a ir até o acampamento, lá poderá treinar as suas habilidades e se os deuses quiserem seu progenitor irá te reclamar como filho. Agora vá, o tempo é preciso...

No momento em que ele arrumava a mala nada passava em sua cabeça, a não ser como aquilo tudo era tão louco e paranoico.  Previu que tempos difíceis viriam e estava completamente correto. Uma coisa o jovem não tirava da cabeça, duas certezas. De que era filho do deus-mor da mitologia grega e que a sua mãe teria que explicar muita coisa quando se encontrarem da próxima vez.  Preparada a mala, Leonard encontrar com os acompanhantes que já estavam o esperando na frente do seu quarto e o levou para uma espécie de van que tinha escrito em sua lateral “Delphi Strawberry Service”, que era na verdade um nome falso. Os dois acompanhantes jogaram as mochilas no fundo e foram entrando, mas Leo pareceu hesitar em entrar por alguns segundos.
— Não vai entrar garoto? Não tenho o tempo todo. — perguntou a garota em um tom mal-humorado que sempre adotara.
Por alguns minutos, o semideus olhou para eles em seguida para o colégio interno, como se ainda estivesse escolhendo entre os dois. Se deixando ser comandado pelo emocional, o rapaz decidiu seguir os seus instintos que diziam para ir fundo. Agora sem hesitar em algum momento, jogou as malas no fundo da van e se sentou entre os acompanhantes. O garoto não sabia no momento, mas passaria boa parte da sua vida naquele acampamento, dos 12 até os 21. E soube que a todo momento estava certo, ele era de fato filho de Zeus.


Narre um encontro entre você e seu pai/mãe, pode ser direta ou indiretamente:

Estava tudo escuro, nada se podia ver, apenas sentir. Apenas podia-se sentir o chão, o ar extremamente limpo, sentir alguém próximo a ele. O barulho era o de uma chuva forte desabando e o barulho de trovões ribombando. A sua visão, aos poucos, começou a clarear, possibilitando que visse claramente onde estava. Leonard ou Leo, como gostava de ser chamado, estava andando nas nuvens, literalmente. Cada passo que dava, transmitia a ideia de que iria cair em um vão profundo, e isso não lhe agradava muito. Um silêncio mortal irrompeu nas nuvens, sem trovões, sem chuva e por alguns segundos assim se manteve. O jovem pareceu sentir o que vinha, pois suas mãos foram instintivamente até as orelhas, tampando-as. Um trovão surgiu e quebrou o silêncio. O seu som saíra muito mais alto, parecia que havia caído um raio capaz de dizimar uma cidade inteira, e das nuvens, emergiu uma águia imponente com o tamanho de um cavalo adulto. Ela o encarava, seus olhos eram de um tom azul elétrico, com elegância, ela dava voltas ao redor do garoto, parecendo o examinar da ponta do pé até o último fio de cabelo.

A águia deu mais uma volta completa antes de pousar. O corpo enorme da águia se transformou, tomando uma forma humana. Um adulto, caucasiano, cabelos escuros e olhos azuis elétricos, iguais aos do jovem. Minutos silenciosos passaram, eles apenas encaravam-se, pareciam apostar quem tomaria a iniciativa.

— Olá, Leonard. — uma voz forte quebrou o silêncio, mas parecia que o rapaz não queria trocar palavras, apenas mantinha a expressão séria. —  Vejo que conseguiu chegar ao acampamento, parabéns. Nem todos os meus filhos conseguem chegar ao acampamento, na verdade, a minha esposa mata a maioria até mesmo antes de chegar ao acampamento.

— Sobrevivi, mas não graças a você. — respondeu rispidamente o garoto, ainda o encarando com a mesma expressão rígida. Não parecia muito surpreso por saber que aquele rapaz que parecia ter idade para ser seu irmão mais velho era seu pai, aparentemente essa não foi uma notícia comparável a que o semideus têm recebido nos dias anteriores.

O deus se aproximou do garoto, dando algumas voltas ao redor dele, o examinando novamente. Zeus para na frente de sua prole e põe sua mão no rosto do rapaz, sorrindo. O pai dos deuses e dos homens pareceu não se importar com o fato do seu filho apenas o ignorar, ele parecia...feliz.

— Não guarde rancor, isso é para filho de Hades. Olha para você, quando nasceu era muito pequeno e agora. Uau! Você está grande, forte, bonito, digno de ser chamado de filho de Zeus, meu filho. Acho que temos que conversar, não?

Zeus parecia não perceber que não parava de elogiar a si mesmo, e o quanto isso era irritante. Naquele momento, milhões de coisas vieram a mente do garoto como sair pra abraçá-lo, depois socá-lo, depois xingá-lo e depois abraçá-lo novamente, mas não, aquilo não fazia parte do perfil do londrino. Ele preferiu mergulhar no orgulho e ignorar a vontade de pela primeira vez ter um contato com o seu verdadeiro pai. Leo apenas continuou com a expressão que ficou por todo o encontro dos dois.

— Não, não acho. — a voz do garoto por pouco não estremeceu e demonstrou fraqueza, ele estava nervoso por estar na presença do seu pai pela primeira vez e ao mesmo irritado por não vê-lo com tanta frequência, mas aquela resposta seca vinha acompanhada de uma extrema sinceridade que não passou despercebida pelo deus.

O deus-mor da mitologia grega sorriu fraco, sua mão foi até os cabelos da sua prole e fitava o garoto, assentindo. Parecia entender o que o semideus estava sentindo, o que para o próprio garoto parecia impossível para um deus seja ele quem for. Zeus deslizou sua mão até a testa do rapaz e o empurrou com força, proferindo as últimas palavras.

— Adeus, filho.

O inglês, então caiu. O corpo dele se virou, permitindo ver para onde ele estava caindo. O jovem não sabia se o pai dele tinha conhecimento que ele não sabia voar ainda, ou talvez estava brincando com o garoto. Não pareceu que o deus gostava de fazer brincadeiras. Leonard estava em queda livre, em alguns segundos estaria espatifado no chão, e nada podia fazer. O londrino tentou controlar os ventos para que o ajudassem a diminuir o impacto, tentou voar, mas nada dava certo. Até que o desespero tomou conta dele, ele gritou, gritou muito. E em meio tanto desespero, o semideus sentiu algo bater na sua cara e levantou-se de imediato. Ele não estava no ar, ele estava na sua cama, no acampamento e parecia que nada disso fora real, tirando a almofadada que levou na cara de um dos companheiros de chalé. Ele sorriu fraco, tinha que admitir que para um cara tão sério como Zeus, ele sabia ser engraçado.
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Re: Ficha de Reclamação de Leonard A. Pennyworth

Mensagem por Circe em Ter Jun 10, 2014 11:11 pm

Muito bom, aprovado
Eu não imaginava que aquilo era um sonho, me assustou um pouco quando ele caiu O.O

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