Morte as formigas gigantes! - Treino da Vettra <3

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Morte as formigas gigantes! - Treino da Vettra <3

Mensagem por Saffron Vettra em Seg Mar 31, 2014 7:03 am




Encontro Desastroso
#MorteParaMyrmekes!





A armadura coçava como o inferno, e o sol não ajudava muito. Sob as placas de aço, pequenas gotículas de suor escorriam por meu corpanzil, irritando a pele sensível. Soergui o olhar ao céu, sua coloração estava em um estado tão inerte de azul, que pouquíssimas nuvens fofas ousavam quebrar seu tom, mas, entre o ciano dominante um risco negro zarpava no ar.
No mesmo momento em que meu olhar cruzou com a águia americana no céu, um sorriso adornou meus lábios róseos. Por terra, Pussy galgava ao meu lado, soltando seus miados desconexos vez ou outra, mas, pelo ar, bem lá no alto: Pipe vigiava meu caminho, com seus olhos sagazes de íris avermelhada.
- Essa porcaria irrita muito. - Ditei para Pussy, firmando a mão sobre um dos encaixes da armadura e alargando-o pela fivela de metal, sentindo o peitoral de prata afrouxar-se, apenas assim, consegui refrescar o torso.

♔♔

- Vamos, Pipe. - Gritei, observando a águia planar sobre minha cabeça. Em suas garras longas e afiadas, minha mochila era carregada. Modelei um sorriso, entreabrindo os lábios em seguida e dando língua para a ave, que piou e voltou a alçar voo muitos metros sobre o chão. - É, somos só nós duas agora, Pussy.
Retornei a caminhada por entre a floresta, seguindo a trilha simplória que daria na Arena. Meus passos ecoavam por entre as árvores, que se faziam algozes sobre mim, tão altas e intocáveis. Em minha mão, carregava meia dúzia de pequeninas bolinhas de bronze, que pretendia colocar em um colar e dar de presente para Lena. Com os pensamentos longe, guardei as bolinhas no bolso do casaco, sorrindo com meus planos mirabolantes.
A calma que a floresta passava para seus passeantes era tão nítida, que por ínfimos segundos, deixe-me levar pelos sons dos pássaros nativos, ou do breve ressoar de um farfalhar de folhas, ao norte. Minha mente -já tão desconexa- desligou-se totalmente, deixando-me passiva aos acontecimentos ao meu redor, em frações de segundos; Pussy em meu encalço rugiu de forma desengonçada, avisando-me do perigo eminente.

♔♔

Sem que eu percebesse, segui por uma ramificação da trilha que nunca havia visto; a pequena entrada levava a uma área da floresta, onde as copas das árvores se uniam e deixavam quase toda a região na escuridão. Naquele momento, lembrei das palavras de Quíron ao chegar no Camp, dizendo explicitamente para não ultrapassar os limites. Mas, agora, á poucos metros de distância de mim, uma criatura energúmena se prostrava.
A besta, que ainda não havia percebido minha presença, ergueu parte da cabeça ao -por ironia do destino- uma fresta de sol ultrapassar o aglomerado de folhas e bater diretamente em minha armadura, cintilando a prata.
Por segundos a fio, meu olhar encontrou com o dela. E, nem ao menos consegui imaginar onde ficava os olhos da criatura, que, pelo que havia andado estudando no Camp, se chamava Myrmeke.
Possuía o tamanho de um cachorro adulto, a carapaça em seu corpanzil brilhava em vermelho-vivo, salpicada por pequenas manchinhas em tom vinho; os pequenos furos na cabeça -que deveriam ser os olhos- brilhavam ferozmente e, onde deveria ficar a mandíbula, um par de navalhas faziam-se ver, estalando com vivacidade.
Percorri o olhar por todo o local, estava perto de um descampado; mas não perto o suficiente. A criatura guinchou, e de sua boca um liquido amarelado fluiu. Lembrava-me de ter lido em algum lugar que Myrmekes eram capazes de criar um líquido ácido, que se encostassem em locais mucosos, poderia doer como o tártaro.
Outra vez engoli em seco, pigarreando fortemente. Pussy ao seu lado, portou-se de forma altiva. Apesar do tamanho, a pequena gata encontrava-se com as patas distanciadas e a cabeça erguida, pronta para o ataque. Volvi o olhar para o céu, porém, as árvores unidas no topo impossibilitavam a visão do mesmo.

♔♔

Esses ínfimos segundos de distração, foram suficientes para que a Myrmeke viesse em minha direção, sacolejando a cabeça enorme enquanto dava seus passos largos. Arquejei, sem saber o que fazer.
Mas, graças a Zeus, lembrei no último minuto do segundo tempo, o que trazia comigo. Minha palma destra no mesmo instante rumou ao bolso do casaco, fisgando um par de bolinhas de prata, e lancei os objetos; como quem lança dados da sorte, pedindo a Dionísio que a formiga gigante se interessasse mais por eles, do que por minha carne suculenta.
Por sorte, a atenção da formiga foi redirecionada para as bolinhas, por poucos segundos. Entretanto, havia sido tempo suficiente para que eu sacasse a espada. Uma espada de gume estreito e lâmina fina, lembrava armas-brancas feitas para crianças, e sinceramente, perfeita para mim.
Envolvi a palma destra sobre a Guarda-Mão, fechando os dedos com firmeza, ergui a espada deixando que meu braço acostumasse com o peso dela: que era relativamente baixo. Ergui a espada, afastando o cúbico de meu busto e deixando o braço esquerdo dobrado, por ser ambidestra conseguia manejar as duas mãos sem problema, sempre mantendo ambos os braços em posição de ataque.
Girei sobre os calcanhares, fixando o olhar no descampado mais à frente e corri, corri com toda a energia que eu possuía, tendo Pussy em meu encalço. Mas, os passos pesados que eu dava, e o som do peitoral frouxo batendo contra minha pele havia chamado a atenção da Myrmeke, que perdera o interesse na prata e vinha em minha direção, com toda a velocidade que suas seis patas permitiam.
Fixei os pés sobre a relva que crescia desmedida na pequena clareira, no ar, Pipe planava, piando tão alto que não parecia mais uma simples águia americana.
Quando a criatura me alcançou, suas potentes mandíbulas aglutinaram-se tentando agarrar-me, em vão, a espada zuniu no ar, descendo de forma caricata sobre sua cabeça. A criatura chacoalhou o pescoço. Mesmo com o fio afiado da espada, parecia que nada havia acontecido à formiga.
Rosnei e, em uma estocada golpeei seu olho. A criatura retrocedeu alguns passos, mas logo estava tentando me atacar novamente, mesmo com o olho ferido e supurado. Mas, do céu, minha águia desceu em posição de ataque, planou sobre a Myrmeke e com a garra perfurou seu segundo olho, e de relance eu vi o inevitável. Pipe, ao tentar alçar voo novamente, teve sua pata agarrada pela mandíbula da Myrmeke, que puxou-o com força em direção a sua boca, a formiga ia quebrar a pata da ave.
Meu sangue ferveu, ergui a espada em riste e com um pé em frente ao outro corri em direção a Myrmeke, que com os estalidos da armadura desprendeu um pouco de Pipe, que batia as asas tentando se soltar.
A espada rasgou o ar, encontrando seu fim sobre a testa da besta novamente, desta vez a criatura sacolejou a fronte com força. O golpe havia doído, suas mandíbulas soltaram Pipe, que voou. Agora não teria ninguém para segurar minha mochila. E, onde raios a águia havia largado minha mochila?
Dei de ombros, não era hora para pensar naquilo. A espada estava novamente em riste, a criatura veio em minha direção e o liquido que escorria de sua boca respingava cada vez mais. Sabia que nada me faria aquele liquido, graças a armadura.
Em um ataque horizontal, cortei aquilo que deveria ser uma de suas antenas, assistindo a criatura ganir de forma estranha e um líquido amarelado fluir por seu ferimento. Meu pé esquerdo foi para frente, e o direito atrás flexionou-se, em um saltitar rápido planei no ar por segundos, antes de segurar a Guarda-Mão da espada com ambas as mãos para baixo e fixar a espada em um golpe horizontal no que seria o pescoço da criatura, mas, a espada entrou pouco em sua carapaça blindada, fazendo-me alvo fácil de sua boca ao estar tão perto.
A Myrmeke deu um passo para frente, e com sua mandíbula potente, firmou em torno de meu torso, prendendo-me em uma mordida mortal. Urrei de dor, apesar da armadura, sentia a prata sendo amassada com a força da mordedura.
Então orei, baixinho em meus pensamentos, e como se os Deuses tivessem escutado meus pensamentos, uma bolinha de pelos alaranjados pairou sob a formiga, abocanhando uma das patas da formiga com seus caninos proeminentes e afiados, porém, apenas aquilo não fez que a Myrmeke encerrasse seu intuito.
Pipe, no ar e ferido, modelou as asas em forma de coração e desceu em queda-livre, e com seu bico atingiu a ferida que eu abrira na cabeça da criatura, que afrouxou seu aperto ao meu redor diante da dor latejante.
A armadura começava a ruir em alguns pontos, fazendo com que o metal apertasse minha carne. Já sentia o sangue escorrer em filetes, minha mão livre rumou ao meu coldre, capturando o Tirso arroxeado, que ganhara de presente de meu pai. Pipe, sobre a criatura, rasgava-lhe a carapaça com as garras, da forma que podia. Pussy, sob a criatura, mordia e arranhava as patas e regiões que alcançava, alastrando vergões na Myrmeke.
O Tirso reluziu ao ser erguido por mim, e com um grito, enterrei a arma abençoada por Dionísio, com toda a força que possuía na testa da formiga vermelha, que estancou ao ter a carapaça e o cérebro infiltrados.
O aperto da Myrmeke sumiu, e a criatura caiu, quase esmagando Pussy, que saltou para o lado antes da queda eminente. Suspirei pesadamente, observando o estrago da criatura na armadura e na pata de Pipe.
- É, pessoal, da próxima vez iremos retornar a floresta. Nada de pegar o caminho mais rápido. - Ditei, gargalhando diante da expressão que meus mascotes faziam.


OBS: Apenas o Éter pode ATT esse treino.


ITENS UTILIZADOS:

1. Espada de Duas Mãos de Aços.
Obs: se a espada ainda não foi att no mercado, não me culpem! Enviei o post lá antes de postar aqui. <3


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Re: Morte as formigas gigantes! - Treino da Vettra <3

Mensagem por Éter em Seg Mar 31, 2014 4:15 pm

Adorei seu treino. Soube usar bem as palavras, realmente, parabéns!
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