Teste para Anjo de Éter

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Teste para Anjo de Éter

Mensagem por Administrador em Seg Fev 10, 2014 10:24 am


Anjos de Éter
Dados gerais
Nome Completo:
Progenitor(a) Divino(a):
Progenitor(a) Mortal:
Idade:
Local de Nascimento:
Seu nível atual:

Dados Pessoais
Características da sua personalidade (de 5 a 10 linhas):
Características físicas (de 5 a 10 linhas):
Conte-nos sua história (pode ser a mesma da ficha de reclamação – no mínimo 50 linhas):

Sobre o Grupo
Conte o que sabe sobre Éter (sem copiar da Wikipédia, pelo amor de deus – de 5 a 15 linhas):
Por que escolheu ser um Anjo de Éter (de 5 a 15 linhas):

Teste de Narração
- Você está em uma missão para Éter, seu objetivo é capturar um semideus filho de Érebo nível 60 sem mata-lo e o levar de volta para Éter [No mínimo 50 linhas – o adversário deve suar no mínimo 10 poderes passivos, ficam a sua escolha – Você pode usar os poderes dos filhos de Éter até o seu nível atual – Narre o momento em que recebe a missão até o momento em que entrega o semideus]

Requisitos para se fazer o teste e permanência no grupo:
- Ser no mínimo um nível 15.
- Não poderá desistir do grupo, uma vez dentro só sairá morto.
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Ficha do personagem
Level: 1
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100/100  (100/100)

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Re: Teste para Anjo de Éter

Mensagem por Katherine Hathaway em Dom Mar 16, 2014 1:50 am

Código:
Eu me empolguei, okay? Já avisando para ninguém querer me matar depois... Vou ter que dividir o teste em duas partes porque ultrapassei o limite do forumeiros...
Então essa é a primeira: Pessoal; a próxima vai ser: Sobre o Grupo.

Preces ~ Pensamentos ~ Ligação Empática ~ Minha fala ~ Fala de outros ~ Fala dos deuses


My spirit's sleeping somewhere cold
Alice: Quanto tempo dura o eterno? Coelho: As vezes apenas um segundo.

 
 
 

Wake me up inside

DADOS GERAIS
Nome Completo: Katherine Hathaway
Progenitor(a) Divino(a): Poseidon
Progenitor(a) Mortal: Marie Hathaway
Idade: 18 anos
Local de Nascimento: Bordeaux, França.
Seu nível atual: 33

DADOS PESSOAIS
Características da sua personalidade (de 5 a 10 linhas):
Depende da situação, posso ser gentil se for necessário ou fria, impaciente, autoritária e arrogante. Prefiro a verdade acima de todas as coisas, mesmo que esta cause dor. E não suporto pessoas que se autoflagelam, que se menosprezam ou que ficam tristes por qualquer coisa, fazendo tempestade em copo d'água, mas sei falar palavras de conforto quando preciso dizê-las. Acredito piamente que a melhor defesa é o ataque, mas o melhor ataque é a estratégia e nutro uma raiva, talvez inexplicável, pelo meu pai.

Características físicas (de 5 a 10 linhas): Tenho cabelos castanhos como os da minha mãe e olhos do mesmo tom que o mar, que é a característica predominante dos filhos de Poseidon. Uma tatuagem (que adquiri recentemente) de dois pégasos, um negro e um branco, marca minhas costas representando o yin yang. Também, recentemente, meu rosto sempre aparenta estar impassível, não importando com quem eu for falar.

Conte-nos sua história (pode ser a mesma da ficha de reclamação – no mínimo 50 linhas): Nasci em Bordeaux na França, onde vivi até os quatro anos, idade aproximada da qual perdi minha mãe em um trágico "acidente".
[Flashback] Era uma manhã com poucas nuvens, mas apesar de já estar quente àquela hora da manhã, eu me sentia mais viva do que nunca antes tinha sentido, finalmente estava perto do mar. Eu estava com a minha mãe na proa do navio e era nosso segundo dia no cruzeiro, o qual ela prometeu que me contaria mais sobre o meu pai.
— Mãe? - Eu chamei com a voz fraca de criança, ela contemplava o mar perdida em pensamentos e quando finalmente seus olhos encontraram os meus, ela sorriu para mim. — Onde está o papai? A senhora disse que eu iria conhecê-lo nesse navio.
— Eu conheci seu pai em um navio como esse. - Disse ela ainda sorrindo para mim. — Eu queria dizer que a primeira vez que nos encontramos foi algo especial, mas não sei exatamente como nos encontramos. Ele apareceu de repente e quando fui ver era uma parte da minha vida muito maior do que eu queria confessar. Um dia, quando for mais velha, vai entender...
Ficamos em silêncio por um momento, enquanto ela voltava a contemplar o mar, pensativa, e eu tentava entender o significado daquilo que ela falava.
— Seu pai foi um homem encantador, de riso fácil e não demorou muito para eu me apaixonar por ele. E, mesmo depois que eu soube que estava grávida, ele cuidou de mim e me arrumou um lugar seguro para ficar, me contou coisas sobre ele e sobre o seu futuro, mas conforme foi passando o tempo ele foi ficando mais e mais distante de mim...
— E então ele foi embora. - Eu completei com uma voz tristonha e me debrucei nas grades de segurança do navio, olhando para baixo. Senti a mão de minha mãe afagar meus cabelos.
— Ele precisou ir, as coisas estavam ficando perigosas de mais com ele por perto e ele tinha um mundo inteiro para cuidar.
Olhei para ela estranhando suas palavras.
— Perigosas? Por quê?
Ela me olhou com tristeza nos olhos: — Havia pessoas que não gostavam de nós dois juntos e de qualquer forma ele não poderia ficar muito tempo conosco. Seu pai não era apenas um homem. - Ela disse, se agachando na minha frente, com o tom de voz mais sério que eu já tinha ouvido alguma vez dela. O volume da sua voz diminuiu para pouco mais que um sussurro. — Seu pai era um de-...
Mas seja lá o que ela fosse me dizer eu só fiquei sabendo anos depois, pois no mesmo momento uma onda maior do que eu posso descrever atingiu o navio. E então uma segunda onda, maior que a primeira, se seguiu levando nosso grande barco às alturas.
O tempo mudou tão rápido quanto as ondas tinham chegado e de um segundo para outro o céu estava todo negro e o navio chacoalhava violentamente. Forcei minhas mãos a segurar na barra escorregadiça do navio enquanto eu gritava pela minha mãe, não importava para que lado eu olhasse, não conseguia vê-la. Incontáveis raios caíram no mar em uma tempestade própria e de repente o navio se chacoalhou mais violentamente do que já tinham em meio àquele caos, minhas mãos se soltaram da barra e meu corpo foi arremessado fortemente para a água. A explosão tomou todo o meu campo de visão e o calor e destruição gerado por ela atingiu meu corpo, então eu apaguei. [Fim do Flashback]
Encontraram-me desacordada na praia depois de algumas semanas e passei os dias seguintes a isso sob forte vigilância de psicólogos e psiquiatras. Exames, exames, interrogatórios e mais exames foram feitos e assim os dias se transformaram em semanas e as semanas passaram a serem meses, até que por fim o caso de uma criança de quatro anos encontrada na praia foi esquecido, assim como qualquer suspeita que eu houvesse levantado sobre a existência de um navio chamado Pearl. Como meus pais nunca foram me procurar fui por fim abandonada em um orfanato, Saint Clare Genevieve, e obrigada a aceitar que tudo aquilo que eu tinha vivenciado não passava de um pesadelo, mas o verdadeiro pesadelo apenas tinha começado.

Nunca antes eu havia tido um bom comportamento, o que particularmente não fez com que eu me tornasse uma das preferidas das freiras e nem a primeira em uma longa fila de adoção, assim acabei me tornando um problema para o orfanato. Mas as coisas não pararam por aí, logo que completei cinco anos coisas ruins passaram a acontecer onde eu estava (assim como crianças machucadas misteriosamente, alagamentos em locais improváveis e desaparecimentos), mas as freiras nunca tiveram provas o bastante e nem explicações para me incriminar, então fui deixada em paz por algum tempo.
Aos seis anos praticar esportes se tornou obrigatório no Saint Clare, como que uma atração a mais para atrair futuros pais, e assim fui posta na natação, também foi meu primeiro contato real com tanta água desde que perdi minha mãe.
[Flashback] A água da piscina era fria, eu não me lembrava de uma única vez que me senti mal dentro da água como eu estava me sentindo naquele dia. A freira responsável por ali nos obrigava a ficar um minuto inteiro de baixo d'água e quem não atingisse a meta dela teria que limpar a cozinha por toda uma semana, eu não queria fazer isso novamente. Desconfortavelmente abri os olhos, como ela gritava para que fizéssemos, mas ver como meu corpo estava cercado por tanta água apenas me apavorou mais. Não me atrevia a soltar o ar, lentamente, como as outras crianças faziam, tinha medo que água de mais entrasse em meu corpo, me levando para as profundezas e me deixando no esquecimento como tinha acontecido com o Pearl e com a minha mãe.
Senti uma sensação fria congelar meus ossos e minha mente regressou dois anos, vi o mar se voltar contra o Pearl novamente e senti as descargas elétricas como se me atingissem e então o fogo alcançou os céus e nada mais do que cinzas restava, nada mais do que cinzas e eu.
Soltei todo o ar que restava em meus pulmões e bati os pés no fundo da piscina para retornar a superfície, mas no mesmo momento uma mão forçou minha cabeça para dentro da água novamente, me prendendo ali. Era a freira, só ela faria algo assim.
Eu estava aterrorizada de mais para pensar no por que ou em outra forma de fugir, então forcei meus pés mais uma vez contra o fundo da piscina e outra, quando esta não deu certo, mais outra. Tentei, até perder as forças do meu corpo e até que eu desesperadamente buscasse por ar de baixo da água, mas ao invés disso minha boca, para logo em seguida meu corpo, encheu-se de água e, por um segundo, me senti afundar e tive a certeza de que morreria ali, por um segundo me senti chorar, então ouvi uma voz abafada gritar por raiva e, com surpresa, notei que era a minha voz e meus pulmões se encheram com um ar límpido. Mais gritos, de surpresa e talvez dor, se seguiram ao meu ao mesmo tempo em que eu sentia aquela sensação gelada me completar e se expandir para fora do meu corpo.
Não sei quanto tempo levou até eu notar que a água da piscina estava espalhada por todo o ginásio e que as pessoas se contorciam de dor onde aparentemente tinham sido jogadas. Eu era a única que ainda estava no mesmo lugar e também a única que não estava completamente molhada, ao meu redor nenhuma gota preenchia a piscina, mas nada disso me surpreendia mais do que o fato de que eu havia conseguido respirar mesmo submersa. [Fim do Flashback]
Depois disso fui transferida para o Saint Marie, do outro lado da França, muitas crianças foram feridas no incidente e a freira havia sido internada depois de bater a cabeça violentamente contra uma das paredes de pedra do edifício, a policia foi chamada para apurar o que havia acontecido, mas eu nada mais lembrava do que a confusão que se seguiu. Mais uma vez no Saint Marie me vi acompanhada constantemente por psicólogos e psiquiatras, o que certamente contribuiu para que eu nunca me sentisse em casa ali. No Saint Marie me faziam ir as missas mais frequentemente que no Saint Clare, sempre acreditei que as freiras achavam que "um grande mal vivia em mim" embora nada contra mim houvesse sido comprovado.
Um a um a equipe médica foi me deixando e cada vez que isso acontecia a dosagem de medicamentos aumentava. Estava sempre com medo no Saint Marie como se algo ali me perseguisse e, embora preferisse que não houvesse progressos em minha mente, recuperei lentamente as memórias do incidente, mas com elas a sensação fria também retornou e se fortaleceu junto com o meu medo, mas agora eu já identificava essa sensação como poder. Quando o último doutor se foi a dosagem estava tão forte que me prendia por semanas inteiras na cama, a cada vez que eu acordava de um sono tão prolongado o medo que sentia era menor e o poder, eu já nem me lembrava mais dele. Passei os próximos três anos dopada aos cuidados das freiras de Saint Marie, que não levaram muito tempo para negligenciarem meu tratamento. Quando eu estava consciente ouvia vozes em minha mente que mandavam eu me livrar dos remédios, alertavam-me que eu estava em uma espécie de prisão, mas a voz pouco sabia que eu a temia e a cada vez que ela soava em minha mente era uma vez a mais que eu ansiava pelo efeito entorpecente dos medicamentos. Afinal, se aquilo fosse uma prisão o meu carcereiro certamente seria o medo.
Então aconteceu, um dia eu acordei e não havia mais vozes, apenas uma sensação de desapontamento que não pertencia a mim. Aquilo me deixou em desespero, não havia sentido para estar desapontada comigo mesma e também não havia explicação alguma para eu estar me sentindo tão sozinha. E embora repetisse a mim mesma que sempre fora assim, eu sabia que nem mesmo depois da explosão do Pearl eu havia ficado sozinha, sempre a voz estivera ali embora preferisse ficar calada na maior parte do tempo. A partir daí eu comecei a fingir que engolia os comprimidos e, depois que as freiras saiam do quarto eu os jogava pela janela, fingia dormir na hora que deveria estar dormindo e me aventurava na madrugada por comida de verdade. Passei a marcar as horas sem saber por que estava fazendo e aprendi os turnos de cada freira, depois de algum tempo notei que o desapontamento havia se tornado curiosidade, como um estranho espiando pela fechadura, aquilo me deixou feliz como em muito tempo não ficava. E de uma hora para outra o quarto e os corredores haviam ficado pequenos de mais para mim, eu ansiava por correr para longe dali, para onde não houvesse ninguém para me vigiar. Mas passei a estocar comida no quarto e meus passeios noturnos se tornaram cada vez mais raros quando voltei a sentir que estava em perigo.
[Flashback]Eu podia ouvir as gotículas de chuva bater insistentemente em minha janela, era quase hora dos medicamentos e eu fingia dormir para que elas não desconfiassem que eu estivesse consciente novamente.
— Benzinho! - A freira de sempre entrou no quarto cantarolando, mas não me movi até que ela me desse o chacoalhão cotidiano. — Está na hora dos remédios. - Disse ela, sorrindo sinistramente ao me ver acordada.
Sentei na cama com a disposição digna de alguém que acaba de acordar, esfregando os olhos demoradamente como se fosse para espantar o sono.
— Não quero! - Disse a ela o mesmo falatório de sempre. — Dói engolir essas coisas gigantes.
— Eu sei, eu sei. - Disse a freira como de costume. — Mas você sabe que é preciso.
Então me empurrou o copinho de plástico onde sempre traziam meus comprimidos e eu, com relutância fingida, o aceitei. Com surpresa notei que dessa vez não eram dois grandes comprimidos que preenchiam o fundo do copinho e sim um líquido espesso e azul.
— O que é isso? - Perguntei com a voz trêmula.
— É o seu remédio, querida. - Respondeu ela, sorrindo se possível de um modo mais sinistro do que antes.
— Não, não é. - Insisti veemente com a voz ainda trêmula. — O meu são comprimidos.
Ela sorriu ainda mais, nunca deixando de me encarar: — Sim, mas como você reclamava tanto deles mudaram a fórmula, especialmente para você.
Podia ser apenas impressão minha, mas ela havia falado aquelas últimas palavras de modo estranha, sua voz tinha assumido uma rouquidão que eu nunca havia ouvido dela.
— Sem falar que aqueles parecem terem ficado fracos para você e não queremos que volte a piorar, não é mesmo? - Ela sorriu quase que gentilmente e aquilo realmente me apavorou.
Engoli em seco olhando desolada para a coisa azul, meu alarme de "Perigo" soava mais do que nunca, havia algo errado naquela mulher não era a freira que sempre trazia meus remédios, seu rosto estava cadavérico e seu olhar, faminto.
— Acho que não preciso mais disso. - Eu disse com toda a coragem que tinha, apontando com a cabeça para o copinho e sorrindo relutante. — Me sinto ótima, já estou recuperada.
Um olhar horripilante surgiu em seu rosto e no segundo seguinte eu estava pressionada contra a parede a centímetros do chão, presa apenas pela sua mão que sufocava meu pescoço.
— E é exatamente por isso que vai tomá-lo. - Sua voz assumiu um tom réptico. — Para garantir que não melhore, não gostamos de crias de deuses andando livremente pelos corredores.
Senti meus olhos se arregalarem de medo, eu não estava só apavorada, mas também confusa. O modo e as coisas que ela falava eram totalmente anormais, eu queria fazer algo, qualquer coisa, que me tirasse dali, mas era fraca de mais para me livrar do seu aperto impetuoso. Minha língua enrolava  tornando impossível eu formular uma frase, e eu respirava com cada vez mais força em busca de oxigênio, já podia sentir uma dor insuportável explodir em minha cabeça, eu sabia que aquilo era por causa da falta de ar e só ficaria pior a cada segundo que passasse...
— Eu não entendo... - Ouvi minha voz fraca e suplicante falar.
A freira me atirou para o outro lado do quarto, como se eu fosse um inseto do qual ela queria se ver livre, mas apesar da dor que senti pelo impacto estava aliviada por conseguir respirar novamente.
— E não precisa entender! - Ela gritou para mim naquele tom horrível, mas agora uma segunda voz se juntou a dela, em coro. — Como se nós fossemos ficar explicando o que fazemos para o nosso jantaaaaaaar.
Uma língua fina e inumana perpassou pelos seus lábios e algo dentro do seu manto negro começou a se debater e ganhar forma.
— Lógico que as crias ficam mais gostosas quando completam o décimo terceiro ano de vida, mas você despertou nossa verdadeira forma e nós não querer esperar mais três anos para comeeeeeeeer.
Arrastei-me lentamente e com dor para a porta, sem nunca desgrudar os olhos dela, a voz em minha mente gritava loucamente para eu fugir, mas eu queria ver o que ia acontecer, queria entender aquilo. No mesmo momento em que alcancei a fechadura da porta o manto da freira foi atirado no chão com violência e, debaixo dele, saíram tentáculos que cresceram ainda mais em liberdade. E quando eu finalmente pude desviar meus olhos do que estava acontecendo ali notei que não era apenas um rosto que me encava agora, mas sim dois rostos que dividiam uma mesma e deforme cabeça; os corpos se separavam a partir do pescoço e enquanto um assumia o lado masculino, com tentáculos em vez de pernas, o outro assumia um corpo feminino, com uma cauda de cobra.
— Finalmente livre. - Disse o lado masculino. — O que faremos com está cria de deus, irmãzinha?
— Jantaremos, obviamente. - Respondeu o lado feminino com ironia. — Aguentei essa pirralha por muito tempo sozinha, faça sua parte e seja útil ao menos uma vez em sua vida.
— Estava com saudades das minhas pernas. - Disse o lado masculino esticando completamente seus tentáculos, estes bateram nas janelas e estouraram o vidro. — Tem certeza de que ela é uma deles e não mais um daqueles humanos nojentos?
— Totalmente, eu a vigiei por muito tempo, meu amor. - Então as fendas que ela tinha no lugar dos olhos se voltaram para mim e eu, saindo finalmente do transe em que havia entrado, abri a porta com violência e me deparei a correr pelos corredores.
Corri mais do que havia corrido em toda minha vida, passando em disparada por freiras confusas que saiam para os corredores após acordar com todo o barulho, queria parar para alerta-las para correr, mas não dava tempo e eu não sabia se podia confiar em minha mente depois de tanto tempo sendo dopada. Assim que entrei na cozinha tranquei a pesada porta de ferro atrás de mim e me deixei cair no chão ofegante. Olhei ao redor, buscando por possíveis meios de fuga, mas tirando a porta que eu havia entrado, só havia uma janela ali muito acima dos fogões e muito estreita para sair rapidamente. Eu teria que confiar que apenas aquela porta seria o bastante para me proteger ou sair dali enquanto houvesse tempo, mas estava aterrorizada de mais para achar um esconderijo melhor e ali, ao menos, eu tinha instrumentos que poderiam ser usadas como armas.
Alguns minutos se passaram e os gritos se dissiparam colocando o prédio em um silêncio total, deixando-me apenas com o som da minha respiração acelerada e alta demais para os meus ouvidos. Levantei-me reunindo coragem e indo até a porta, onde encostei o ouvido e prendi a respiração para ouvir: inicialmente não havia nada, além do som de gritos muitos distantes como se estivessem fora do prédio, mas depois quando me concentrei pude ouvir um barulho contínuo, como um rastejar, no corredor. Rapidamente me afastei da porta ao mesmo tempo em que algo pesado a atingia, a porta de ferro tremeu por alguns segundos, mas se manteve intacta. Respirei com alívio por um momento, quando um segundo tentáculo atingiu a porta e deixou marcada nesta sua forma exata, então agarrei a primeira coisa que meus olhos avistaram que, por sorte, era um conjunto de facas.
A parede explodiu em pedaços e detritos desta, junto com a porta de ferro amassada, foram atirados pela cozinha, por reflexo agachei para evita-los, mas inevitavelmente alguns destes atingiram-me, me jogando do outro lado do local. Vi a aberração entrar no lugar através do gigantesco buraco que havia aberto e cambaleante lutei para me por em pé, aquilo me fitava como se eu fosse o seu lanchinho e mesmo com a dor lancinante que invadia minha cabeça e sem ter nenhuma experiência no assunto, eu tirei três facas do suporte que  carregava e as atirei de uma vez contra o monstro. A primeira delas caiu no chão a minha frente, se fincando no piso de madeira, a segunda atingiu os fogões ao meu lado e a terceira caiu em um dos montes de destroços ao lado da aberração.
Tanto a parte feminina quanto a masculina soltaram em uníssono uma risada aterrorizante.
— Não precisamos nos preocupar em mata-la, maninha. - Caçoou a parte masculina. — Deixe estar que até o fim da noite ela terá se matado sozinha.
Ambos riram novamente e ainda mais alto do que antes, com raiva eu tirei mais uma faca do suporte e atirei, mirando no meio da sua cabeça compartilhada, senti a faca se soltar da minha mão e previ o trajeto giratório que ela faria até atingir meu alvo, mas com surpresa a faca não foi para onde eu estava mirando e sim para onde devia ficar o estomago da coisa, exatamente onde seus corpos de polvo e cobra começavam. Atônica, vi a faca passar por dentro de seu corpo monstruoso e ouvi em seguida o barulho de metal atingir o chão.
— Deixe-me te contar um segredinho sobre nóóssss, querida. - Disse a parte feminina enquanto se aproximava lentamente de mim, eu recuava a cada passo que ela dava, mas sabia que meu corpo logo se encontraria com a parede e eu estaria presa. — Metal humano não pode nos feerrrriiiiiiiir.
Seu corpo de mais de dois metros de altura já se encontrava na minha frente, se aquela aberração esticasse os tentáculos poderia me prender ali e também, provavelmente, me matar. Ouvi um barulho estranho ao mesmo tempo em que vi algo se remexendo para sair da grotesca garganta, olhei para o rosto da coisa e ambas as partes comprimia os lábios como se fossem vomitar então, sem saber por que fazia, me atirei no chão, rolando e em seguida saindo correndo para o lado oposto ao mesmo tempo em que ouvia algo ser expelido. Com curiosidade voltei meu olhar notando uma gosma dissolver a parte do chão que havia atingido e também onde eu estava um segundo atrás, então algo pesado atingiu a lateral do meu corpo e eu me vi arremessada contra grandes prateleiras, que chacoalharam ameaçando cair. Tirei a ultima faca do suporte e, jogando-o para o lado, me preparei para o que viria.
O monstro se atirou contra mim com todos os seus tentáculos, eu me agachei e, em vez de fugir como havia fazendo, corri para cima dele, pisando em alguns tentáculos e me impulsionando contra eles quando pulei. Agarrei-me ao seu torso com a faca em mãos e gritando de raiva, então alguns tentáculos grudaram em mim e, estranhamente, começaram a me cortar como se tivessem lâminas por toda parte. Gritei ainda mais, por dor e raiva, e cravei a faca com toda a força que tinha na testa da aberração, os quatro olhos se arregalaram para mim e seus tentáculos desgrudaram do meu corpo, então a aberração ficou mole e eu, assustada, saltei de cima dela e comecei a me afastar no mesmo momento em que seu corpo caia para frente, contra uma das prateleiras que cobriam toda a parede de cima a baixo. Em um momento eu previa tudo aquilo vir abaixo e, no segundo seguinte, eu estava encolhida no chão salva pelo vão entre as duas grades de aço. Levantei-me um pouco atordoada olhando ao redor, vi a gigantesca coisa desacordada (ou morta) debaixo da prateleira e, sem esperar para ver se minha sorte mudava, arranquei a primeira faca (a qual eu havia atirado) do chão e subi em cima dos fogões, escalando até a janela estreita. [Fim do Flashback]
Os dias foram difíceis a partir disso, mas eu tentava me convencer que vagar sozinha, machucada e com fome pelas ruas da França era melhor do que voltar para qualquer orfanato que seja. Passei muitos dias com fome até ter coragem de fuçar lixos de estabelecimentos atrás de alguma coisa que pudesse ser salva, a maior parte das vezes eu conseguia um jantar inteiro quando me deparava com algum restaurante, mas algo mudou na França, algo que ouvi caminhantes comentar chamada economia, ela afetou todo o país e já não restava muito coisa boa nos lixos, então eu passei a roubar. Primeiro foi lanches ou pratos de pessoas distraídas que comiam em um daqueles lugares ao ar livre, mas depois passei a entrar nas próprias cozinhas dos estabelecimentos. Esses foram dias ótimos, tirando as situações em que os donos me pegavam roubando e eu era expulsa dos locais a base de chutes apenas para no outro dia voltar a repetir tudo o que havia feito.
Cerca de três meses se passaram até que a sensação de medo que sempre me acompanhava no Saint Marie voltou, só que mais forte. Sem pensar duas vezes eu abandonei a área urbana da cidade e passei a viver em torno dos portos, ali eu sempre podia ver os navios chegando e partindo e depois de algum tempo notei que o horário das partidas obedecia a um padrão. Um dia me aventurei a entrar em um dos navios de cargas tão frequentes por ali e foi assim, escondida dentre as cargas e roubando a comida do navio pela noite, que deixei a França rumo a um país que depois descobri que se chamava Estados Unidos.
Os dias no novo local eram mais quente do que eu estava habituada e vaguei por muito tempo em campos sem fim, as vezes alguma montanha aparecia ao longe decorando a paisagem, mas em geral só havia sempre altas plantações ao meu redor. Eu dormia em meio ao campo sem me importar com a temperatura ou animais noturnos e de manhã podia roubar alguma frutas das árvores ao meu redor, foi só na primeira chuva  que eu finalmente busquei um abrigo.
[Flashback] Eu havia perdido a noção dos dias, quanto tempo já estava vagando por aquele lugar desconhecido? Será que tudo aquilo ainda era a França? Não poderia ser...
Pingos gelados e cada vez mais fortes caiam em mim e o vento me jogava constantemente para trás, eu não queria pensar no frio que estava sentindo, então busquei ao redor, com a visão turva, algum lugar onde eu pudesse me proteger da chuva, mas não havia nada. Andei, até os trovões começarem a soar e meus dentes já estarem doloridos por tanto se baterem, então como uma ilusão no meio no deserto vi uma pequena casa de madeira e me dirigi correndo para lá, ignorando a probabilidade de pessoas me expulsarem. Assim que abri a pesada porta, também de madeira, notei que aquilo não era uma casa e sim um celeiro, não me importei com o cheiro que exalava (já que parecia muito melhor do que o meu) ou que tinha animais ali, era um lugar quente e provavelmente macio se eu me deitasse em um daqueles fardos de fenos que pareciam tão atraentes. Entrei no local e, fechando a porta atrás de mim, me dirigi para o fundo do celeiro, onde havia baias vazias, entrei em uma delas me encostando contra a palha e adormeci.
"Que cheiro de peixe morto é esse?" Ouvi uma voz indagar como que com nojo.
"Sei lá, já estava aí quando eu acordei..." Outra respondeu.
"Arg que nojo, o que será que eles trouxeram para cá dessa vez?" A primeira voz falou.
"Jeff, o cheiro vem daí do fundo, tenta ver o que é." Uma terceira voz se manifestou.
"Okay, só um momento. Deixa eu me esticar..." Falou uma quarta voz que devia pertencer ao Jeff. Senti uma sombra recair sobre mim, mas mantive os olhos fechados. "Por Poseidon! Tem um animal morto aqui atrás."
"O QUÊ?" Gritou em descrença a primeira voz, ao mesmo tempo em que a segunda falava: "Que tipo de animal?" E a terceira: "Você tem certeza disso?"
"Sim, sim pessoal." Disse a voz ainda mais perto, eu já podia sentir uma respiração pesada no meu rosto. "Parece, sei lá, um guaxinim gigante, sem a cauda e as orelhas, mas tem um pelo escuro que cai pela cabeça toda."
"Isso não faz sentido algum, Jeff" Falou quem eu achava que pertencia a terceira voz.
"Mas é o que eu estou vend..." O tal Jeff começou a replicar, quando uma vontade incontrolável de espirrar percorreu meu corpo e eu não consegui suprimir o alto espirro que se seguiu.
"O que é isso?" Falou todos agitados e ao mesmo tempo, tornando impossível reconhecer suas vozes. "O animal não estava morto?" "Talvez ele esteja possuído por fantasmas e devêssemos joga-lo para fora do celeiro"
— Não! - Eu gritei, sentando-me de repente e encarando as pessoas que discutiam o que fazer comigo, mas fiquei surpresa em ver que não havia ninguém ali além dos animais. Quatro grandes cavalos que me fitavam como se estivessem com medo ou desconfiados. Eu devia ter sonhado, respirei aliviada.
"Ela pode nos ouvir?" Falou a voz do Jeff e eu olhei ao redor assustada procurando-o.
"Acho que sim." Falou a primeira voz em um tom mais baixo. "Afaste-se daí Jeff, deve ser algum monstro..."
"Okay..." Disse a voz dele no mesmo tom baixo, enquanto o cavalo mais próximo a mim saia da sua baia rumo a parte da frente do celeiro. Eu me coloquei em pé assustada e sai correndo para o fundo do mesmo quando notei quem era o Jeff.
"PELOS DEUSES, CORRAM TODOS. SALVEM SUAS VIDAS" Disse a primeira voz, enquanto um  dos cavalos se erguia nas patas traseiras e começava a relinchar histericamente. Jeff seguiu o  exemplo deste e começou a correr em círculos pelo espaço que separava as duas fileiras de baias, então outro cavalo relinchou mais alto do que esses dois e estes se acalmaram no mesmo momento.
"Já chega vocês dois. Não veem que é só uma criança?" Disse a terceira a voz que eu achava que pertencia ao cavalo que relinchou mais alto e acalmou os outros dois. "Consegue nos entender, criança?" Disse ele parecendo que estava olhando para mim, o que foi estranho e apenas me assustou mais. "Como veio parar aqui?"
Olhei ao redor, ainda procurando por pessoas, mas ou eu estava realmente louca ou só tinha aqueles cavalos ali e estavam falando comigo.
— Desculpe. - Eu disse tremendo, meio por estar assustada e meio pelo frio que fazia. — Eu não costumo falar cavales...
"Cavalês? Jura que ela falou isso?" A segunda voz riu-se. "Deve estar brincando com a nossa cara."
"Fique quieto, Holf" O terceiro cavalo olhou feio para um que imediatamente bufou, ele devia ser a segunda voz. "Sou Raio, criança, por que não chega mais perto para falar com a gente?"
Eu me aproximei temerosa, deixando dois metros me separar de onde agora estavam reunidos os cavalos.
"Como se chama?" Disse a terceira voz, o Raio.
— Katherine - Respondi incerta por estar falando com cavalos, com tristeza notei que fazia muito tempo que eu não falava meu nome ou que eu não falava com ninguém. — Vocês sempre falam com as pessoas?
Os cavalos se entreolharam, antes de Raio responder. "Tentamos, mas eles não conseguem nos entender."
— E por que eu consigo? - Perguntei com medo de ele me falar que eu estava louca, o que eu realmente deveria estar já que estava com medo da opinião de um cavalo.
"Talvez tenha um dom especial. Diga-me quem são seus pais, criança, onde eles estão?" Perguntou Raio.
Dei de ombros, fazia muitos anos que não falava dos meus pais: — Marie Hathaway, não conheço meu pai, acho que ambos estão mortos. - Então senti uma lágrima escorrendo pelo meu rosto, seguida de outra e do nada eu estava chorando convulsivamente. Senti uma cabeça de pelos ralos me envolvendo e então abracei o pescoço do cavalo, escondendo meu rosto ali. [Fim do Flashback]
Vivi muito tempo no celeiro, os cavalos me escondiam quando os donos vinham e partilhava suas comidas comigo quando ganhavam frutas ou qualquer outra coisa que eu quisesse me arriscar a comer, de noite eu saia do celeiro e pulava no lago, esse foi um dos meus primeiros banhos depois que fugi do Saint Marie.  Eu contei minha história para os cavalos e em troca eles me contaram as suas e assim, Jeff, Holf, Raio e Olaf se tornaram meus primeiros amigos, eles também me ensinaram muita coisa sobre o país que eu estava agora e, embora com muita dificuldade, me ensinaram algumas palavras do idioma desse país. À noite antes de dormir eles me contavam historias fascinantes de uma tal mitologia grega, mas quando eu perguntava se eles realmente acreditavam naquilo eles pareciam ficar ofendidos, então assim parei de perguntar e passei apenas a ouvir. Inevitavelmente um dia os donos do lugar me encontraram, eram um homem e uma mulher sem filhos e já idosos, aquele dia foi o qual eu senti mais medo depois do dia que perdi minha mãe, não queria me afastar também dos meus amigos, mas fiquei realmente surpresa e feliz quando eles me levaram para a casa da fazenda e passaram a cuidar de mim. Passei três anos com Gerard e Sônia, eles me ensinaram a ler e escrever no idioma deles e também me ensinaram matemática, geografia, história, sociologia e filosofia, mas nenhuma das histórias deles ou lições eram mais fascinantes do que as dos cavalos, mesmo não dormindo mais no celeiro, nunca me afastei dos quatro e também nunca compartilhei com Gerard e Sônia o segredo de que eu poderia me comunicar com eles.
Então o tempo começou a mudar, todos os dias pareciam o dia do acidente, meu medo havia retornado e só aumentava cada vez mais. Eu não queria ir embora dali, mas tinha medo de ficar, tinha medo do que aconteceria com aquelas pessoas que tinham me acolhido tão gentilmente sem nunca questionar por que eu não voltava para casa. Era próximo do meu décimo quarto aniversário.
[Flashback] Entrei correndo e chorando no celeiro, era fim de tarde e todos os cavalos já estavam em suas baias se preparando para dormir, mas assim que me viram foram até mim para ver o que tinha acontecido. Eles eram os únicos para quem eu tinha contado meus receios.
— Raio, eu não sei o que fazer, me ajude! Está ficando pior, o tempo está cada vez mais parecido com o daquele dia e sinto uma energia estranha em torno de mim. Não quero machucar ninguém, mas não quero ir embora!
"Se acalme, criança." Disse ele pondo a cabeça no meu ombro.
— Eu não consigo me acalmar, vai acabar acontecendo de novo. Por que essas coisas acontecem comigo?
"Temos que contar para ela, Raio." Disse Jeff. "Ela já ficou muito tempo sem saber..."
— Saber do que? - Eu perguntei estranhando eles fazerem segredos sobre mim.
"Concordo com o cabeça de vento, já chegou a hora" Dessa vez foi Holf que se manifestou, o que era estranho porque ele nunca se importava com nada.
"Olaf?" Perguntou Raio me deixando totalmente perdida ali.
"Eu concordo também, vamos contar" Respondeu ele, me olhando de modo estranho.
— Alguém pode me dizer o que está acontecendo com vocês? - Perguntei trocando o medo por impaciência.
"Se acalme, criança." Respondeu Raio na sua voz sábia de sempre. "Desconfiamos desde o primeiro dia que apareceu aqui, mas nunca tivemos certeza. Então você foi crescendo e foi cada vez ficando mais evidente para nós e também mais perigoso."
— Perigoso? Vocês estão em perigo por quê? - Perguntei confusa.
"Você é perigosa, então é perigoso ficar perto de você."
— Eu não consigo matar nem uma mosca, Raio, como posso ser perigosa? Sei que sou muito azarada e tenho essas coisas de sentir coisas estranhas, mas isso não sou eu... - Parei sem saber como me explicar. Por que eles não entendiam que eram as coisas que davam errado para mim e não eu que provocava isso?
"Sabemos, criança, deixe-me explicar" Ele falou deitando-se no chão. "Embora você já tenha aceitado isso, lembre-se como te pareceu estranho conseguir nos entender. Lembra também de quando nos contou de como fugiu do orfanato depois de um sonho horrível? Você aceitou tudo isso e assimilou conforme sua mente jovem pudesse entender, mas e se eu te falasse que tem um motivo para tudo o que você passou? Que talvez todas as coisas estranhas que já aconteceu com você não foram coincidência ou sonhos?"
— Eu iria falar que você está louco. - Eu ri baixinho, mas então notei os olhares dele em mim e vi que se tivesse alguém louco ali era eu, a pessoa que falava com cavalos. — Okay, qual seria esse motivo então?
"Lembra-se das histórias que te contávamos?" Perguntou Olaf
— Sim, eram apenas histórias, não está querendo comparar minha vida aquilo né? - Repliquei — Bem que eu queria ter uma pele tão dura quanto Aquiles ou a força de Héracles ou simplesmente poder explodir tudo com um raio como Zeus.
"Não eram apenas histórias, são reais, realmente aconteceu" Disse Jeff cauteloso.
Eu olhei para ele com descrença e então comecei a rir.
— Boa ideia a de vocês. - Respondi ainda rindo. — Deixar a garota louca ainda mais louca.
"Eles estão falando a verdade" Disse Holf, com seu tom relaxado de sempre.
Olhei para ele perdendo a graça imediatamente então fitei cada um deles até por fim encarar Raio novamente.
— Como assim? Do que estão falando, Raio?
"Os deuses existem, criança." Ele disse me fitando como se pudesse ver através de mim. "Eles sempre existiram e por todos esses milênios eles descem a terra para se deitar com mortais e dá união deles, assim como nas histórias, nascem semideuses"
— Okay, supondo que eles existam. - Eu disse incerta. — O que isso tem a ver comigo?
"Você nunca conheceu seu pai, coisas estranhas, ou monstros como chamamos, te perseguem, sua mãe morreu durante um acidente no mar com um tempo totalmente impossível, você sente coisas estranhas e está aterrorizada e em torno da água você se sente mais viva do que nunca, sem falar das pequenas coisas que acontecem por aqui sem explicação alguma."
— Sim e o que isso tem a ver? Eu conheço minha vida...
"Você é uma semideusa, criança." Ele fez uma pausa, eu estava totalmente sem palavras, queria não acreditar naquilo, mas algo em mim já acreditava. "E provavelmente é filha do mar."
— Por que Poseidon? - Eu perguntei por fim com a voz fraca. — Ah tantos deuses mais legais...
Todos os cavalos bufaram juntos e eu ri deles, tive que me lembrar que Poseidon era o deus dos cavalos também.
— Desculpe pessoal... E o que vamos fazer agora?
"O que você quer fazer?" Perguntou Jeff.
— O que acontece se eu ficar?
"Não podemos saber." Disse Raio "Mas sejamos otimistas, está aqui há quase quatro anos e nada de ruim te aconteceu."
Eu sorri para eles e a partir dali passei a ignorar meu medo, não importava o que eu sentia ou que o tempo me assustava, ali eu tinha amigos, fora dali não tinha nada. [Fim do Flashback]
Os meses se passaram mais lentamente e embora a sensação de perigo apenas aumentasse, eu não me importava com ela. Meus dias eram repletos de trabalho na fazenda e, ao fim do dia, lições e histórias. Duas vezes na semana eu poderia fazer o que eu quisesse o dia todo e passei a tentar coisas com a água nesses dias. Eu podia fazer pequenas coisas como esferas de água e taca-las contra as coisas, aquilo me deixava animada, mas nunca deixei Sônia e Gerard verem aquilo, assim como nunca contei o que eu havia descoberto. Cada dia que passava eu ficava mais forte e descobria mais coisas sobre mim.
[Flashback] Entrei em casa correndo estava atrasada para o jantar, eu havia ficado o dia todo treinando no riacho mais distante da fazenda.
— Desculpa. - Eu gritei para a casa fechando a porta atrás de mim e batendo os pés no assoalho. — Sei que estou atrasada, já vou lavar as mãos e...
Parei atônica ao ver a cena que se apresentava diante de mim. Sônia e Gerard caídos no chão em meio a uma poça de sangue, enquanto a aberração que atormentava meus pesadelos se postava em cima deles.
— Nós perdoamos seu atraso, benzinho. - Disse a parte feminina sorrindo para mim. — Também perdoamos por ter fugido de nóósss e nos fazer te procurar no país todo, pois agora que completou seu décimo terceiro ano de vida está mais apetitosa.
A língua bifurcada dele passou pelos seus lábios e eu abri a porta saindo correndo.
— SOCORRO! - Gritei para a noite, mas não havia ninguém ali para me ajudar.
O monstro saiu da casa e conforme o fez os tentáculos se expandiram e derrubaram a pequena casa de fazenda, eu corri, descendo a colina, em direção ao lago que tínhamos ali. Precisava da água, precisava da sensação que ela me proporcionava.
— Não adianta correr cria dos deuses, não fomos amaldiçoados por Anfitrite a vagar por todos esses séculos para simplesmente perder para uma garotinha como você.
Anfitrite? Eu reconhecia aquele nome...
— Então foi ela que te mandou aqui, aberração? - Gritei de volta para a parte que havia falado comigo.
— Aberração? Gooooosstei desse nome. - Riu-se a parte masculina.
— Não obedecemos ordem dos deuses. - Cuspiu de volta a parte feminina. — Mesmo que aquela vaca tenha nos dito que reverteria nossa maldição se matássemos você.
Por que ela me quer morta? Quem ela era na história que os cavalos me contavam?
Um tentáculo atingiu minhas costas jogando-me no chão há poucos metros de eu alcançar o lago, cuspi meu próprio sangue com raiva e me levantei antes que a aberração estivesse em cima de mim, mas já era tarde. As duas fases já me encaravam há centímetros do meu rosto, rindo-se.
— E agora o que vai fazer? Não somos mais tolos para te deixar fugir como antes... Está encurralada filhote - Riu a parte masculina.
— Eu quero a torturar antes de mata-la, irmão. - Advertiu a parte feminina.   — Vá com calma, não a machuque muito.
— Pode deixar, não vou machuca-la... muito.
Virei-me para correr, mas mãos me impediram agarrando meu pescoço e erguendo-me do chão. Unhas, assim como garras, rasgavam minha pele, enquanto outro par de mãos apertava meu corpo quebrando meus ossos. Chutei o vazio tentando me livrar daquele aperto mortal, mas embora eu os atingissem algumas vezes, meus chutes eram fracos demais para feri-los. Eu não tinha nenhuma arma comigo e se me lembrava direito armas mortais não feriam o lado monstro... Chorei pela dor e gritei o mais alto que pude, até eu perder completamente a voz, eu estava sozinha ali e estava cansada de ser sobrepujada pelos meus inimigos.
Não tenho nem 14 anos ainda, não deveria ter inimigos!
De repente o aperto se tornou mais fraco e eu fui largada no chão abruptamente quando dois cavalos malhados, atingiram a aberração com força empurrando-a para trás. Era Jeff e Raio.
"Entre na água" Ouvi uma voz dentro da minha cabeça, em seguida um cavalo branco passou por mim e atingiu a aberração com as patas da frente, este foi seguido de um totalmente negro. Eram Holf e Olaf.
Eu me virei e corri, mergulhando no lago. Imediatamente senti a água me regenerar e absorver toda dor.

Pai, eu não sei se devo acreditar que o senhor é mesmo real, mas me ajude... Dê-me forças para enfrentar isso.

Senti o meu poder crescer dentro de mim e se transformar em algo avassalador, enquanto observava meus amigos lutando por mim. Eles eram atirados para o lado na vã tentativa da aberração de chegar até onde eu estava, mas persistiam em ataca-la cada vez mais forte. Eu temia por eles.
A sensação gelada ficou insuportável em meus ossos, então sem saber direito o que fazia, eu ergui as mãos e imaginei o que precisava. Imaginei a água deixando o lago e atingindo a aberração com toda a força do oceano, imaginei que esta a envolveria em uma grande esfera de água e depois, como o gelo que é capaz de cortar, a água a dividiria. Uma onda se levantou e eu fui erguida em meio a água, então uma grande parte dela avançou contra o monstro, afastando meus amigos sem machuca-los, enquanto outra parte me sustentava. A aberração foi empurrada e então envolta em uma grande esfera de água, que se levantou na altura dos meus olhos, juntei minhas mãos imaginando que elas seria o corpo do monstro e as afastei, dramaticamente, e seguindo meus movimentos a água se dissipou e duas metades humanas caíram no chão. Dois corpos belos, feminino e masculino, sem vida e nenhum traço monstruoso. [Fim do Flashback]
Depois de curar Olaf, Holf, Jeff e Raio com a ajuda de meu pai, juntei um pequeno conjunto de coisas que poderia usar e segui com meus amigos rumo à Miami. Seria uma longa viagem, mas algo me impulsionava até lá. Eu não esqueci de agradecer meu pai pela ajuda que tinha me dado porque certamente eu não havia feito aquilo sozinha.
Então na metade do caminho para Miami, nos deparamos com um grupo de adolescentes lutando bravamente contra monstros e os destruindo, transformando-os em pó, habilmente. Eu os reconheci como semideuses e de um jeito estranho parecia que eles esperavam por mim, algo a ver sobre um sonho e a chegada de uma garota com cavalos. Montamos acampamento aquele dia e eles contaram a historia deles e eu contei a minha, eles me falaram sobre um tal lugar chamado Acampamento Meio-Sangue, onde pessoas como eu poderiam dormir em paz. Combinamos de eles me levarem até lá no dia seguinte, mas eu me recusava a me separar de Jeff, Olaf, Holf e Raio e assim eles foram comigo para o Acampamento Meio-Sangue.

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Katherine Hathaway
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Re: Teste para Anjo de Éter

Mensagem por Katherine Hathaway em Dom Mar 16, 2014 1:52 am

Código:
Essa é a segunda parte: Sobre o Grupo.
Observações: Nível 60? Tão querendo matar quem? O.o-qq Em baixo do template tem as coisas utilizadas.

Preces ~ Pensamentos ~ Ligação Empática ~ Minha fala ~ Fala de outros ~ Fala dos deuses


My spirit's sleeping somewhere cold
Alice: Quanto tempo dura o eterno? Coelho: As vezes apenas um segundo.

 
 
 

Wake me up inside


SOBRE O GRUPO
Conte o que sabe sobre Éter (sem copiar da Wikipédia, pelo amor de deus – de 5 a 15 linhas):
Deus primordial, personificação do céu superior e do ar puro respirado pelos deuses (diferente do ar humano). Filho de Érebo e Nix e irmão de Hemera, segundo Higino (um escritor da Roma Antiga) é pai de Tálassa, Algos, Dolos, Horco, Pento e Pseudólogo, dentre outros. Éter também pode ser visto como a muralha defensiva de Zeus e a fronteira que separa o Tártaro do resto do cosmos.

Por que escolheu ser um Anjo de Éter (de 5 a 15 linhas): Porque eu já era uma Guerreira de Éter só que excluíram o grupo e como gostei de servir o deus anteriormente, estou refazendo o teste. Também estou acostumada com os poderes de Éter (não, essa não é uma resposta clichê do tipo "gostei dos poderes") que se encaixam perfeitamente ao do meu progenitor e como já tenho vários "combos" criados misturando os poderes dos dois grupos gostaria de continuar usando o que criei.
Porque nutro um amor secreto por ele e o persigo por todos os grupos.


TESTE DE NARRAÇÃO
- Você está em uma missão para Éter, seu objetivo é capturar um semideus filho de Érebo nível 60 sem mata-lo e o levar de volta para Éter [No mínimo 50 linhas – o adversário deve usar no mínimo 10 poderes passivos, ficam a sua escolha – Você pode usar os poderes dos filhos de Éter até o seu nível atual – Narre o momento em que recebe a missão até o momento em que entrega o semideus].

Eu já estava acordada há muito tempo, quando se é um meio-sangue você fica sujeito a sonhos e noites não dormidas e, naqueles últimos dias com o retorno de um antigo inimigo, esses sonhos só tinham piorado. Levantei-me da cama e, com um mau presságio, vesti minha armadura de ouro branco e prendi minhas duas espadas, do vento norte e de pérola negra, a minha cintura colocando do lado oposto o punhal que eu sempre levava e que se transformaria em um tridente dependendo da minha vontade. Peguei uma mochila e joguei ali vários itens aleatórios que eu poderia chegar a usar e então me dirigi até a antiga fonte no fundo do chalé, normalmente ela era usada para M.I. ou, em casos mais raros, observações, mas naquele momento ela emanava uma leve luz verde água como eu nunca tinha visto antes.
Parei na frente da fonte a analisando sem saber direito o que estava fazendo, se isso fosse há alguns meses atrás eu teria ignorado qualquer sentimento e voltado a dormir, mas tinha aprendido a ouvir meus instintos por mais loucos que eles fossem. Fitei meu reflexo produzido na límpida água da fonte e fiquei esperando que ele me dissesse o que fazer em seguida, mas era meio obvio que ele nada sabia, assim como eu. Soltei um suspiro sôfrego e virei uma pequena bolsa de dracmas na bacia de pedra, implorando para qualquer deus de plantão que me indicasse o que fazer, mas então algo mudou... Primeiro notei a diferença no ar que ficou mais pesado e parecia comprimir meus pulmões todas as vezes que eu tentava respirar, então meu equipamento de uma hora para a outra assumiu o dobro do seu peso normal e tudo em torno de mim começou a girar, não sabia o que mais me atormentava: a dor que explodia em minha cabeça ou a insuportável ânsia de vomito; quando pensei que ia desmaiar tudo já tinha acabado.
Olhei ao redor, eu não estava mais no chalé de Poseidon, o lugar em que eu me encontrava agora era amplo e imensamente claro, o ar era o mais puro que eu já tinha respirado e não havia qualquer tipo de som ali, era como se tudo fizesse silêncio, até a água do pequeno córrego a minha frente, para admirar o local.
— Katherine... - Chamou uma voz calma atrás de mim, eu sabia quem era antes mesmo de me virar, já tinha a ouvido muitas vezes no passado.
— Senhor Éter... - Me curvei levemente, sorrindo. — Fico feliz em voltar a vê-lo.
O canto dos seus lábios se curvaram levemente em um sorriso, mas eu sabia dizer pela sua expressão que ele não estava feliz.
— Não achei que ia precisar chama-la de novo, mas com os acontecimentos recentes... - Ele deixou sua voz morrer enquanto me fitava.
Então era por isso que eu estava ali, ele precisava que eu fizesse algo para ele? Odiava quando os deuses me usavam como um bichinho de favores, mas com Éter sempre fora diferente, no passado ele nunca havia nos tratado como a maioria dos deuses nos tratam, acho que foi isso que me fez não virar as costas e sair andando.
— Entendo... O que precisa?
Seu rosto era sério e parecia que ele escolhia o que dizer enquanto avaliava-me: — Estou com problemas de “família” por assim dizer... Como todos sabem meu pai está aprisionado por motivos que não precisamos discutir aqui, tenho observado que a nova geração de meus meios-irmãos não se conforma com isso e andam dando problemas tanto para nós, deuses, quanto para meio-sangues. - Ele fez uma breve pausa, enquanto andava de um lado para o outro pensativo. — Mas um deles se destaca como líder de uma possível ameaça contra todos, em uma época em que temos que nos manter os mais próximos possíveis, ele desafia constantemente nossa autoridade e sua atitude quanto a nós causa pequenos conflitos sobre o que achamos que devemos fazer com os meio-sangues... Mas mais do que isso, acho que essas ações são um indicativo de que ele não está mais do nosso lado, o que pode trazer problemas não só para o Acampamento, mas, em longa escala, para nós...
Ele fez uma pausa me observando, parecendo avaliar se eu realmente estava prestando atenção, eu assenti vigorosamente e ele voltou a falar enquanto me fitava desconfiado.
— Preciso que o encontre e o traga até mim.

ѰѰѰ

A madrugada estava quente, mesmo ali na floresta não havia orvalho. Já havia se passado dois dias desde que eu tinha me encontrado com Éter, ele havia me indicado o local que havia sentido pela ultima vez a presença de seu meio-irmão há quase uma semana, depois disso não fora muito difícil de localizar o meio-sangue.
Verifiquei o mapa mais uma vez, ele se movia mais rapidamente durante a noite, o que indicava que estava usando sua vantagem de força arduamente, mas durante o dia seu desempenho caia significativamente e, era nesse momento enquanto estava fraco, que eu me aproximava cada vez mais. Observei no holograma produzido pelo mapa, que ele havia parado, aproximei a imagem tentando ver melhor o que estava acontecendo, ele parecia cansado, desamarrou o saco de dormir e acendeu uma fogueira, revirei os olhos para aquilo: ele realmente não se importava em ser localizado. Mas aquilo era estranho, não estava frio ali e estávamos muito próximos do amanhecer, por que alguém acenderia uma fogueira nas ultimas horas da noite?
Xinguei com raiva ao notar que ele havia acampado muito distante do local que eu havia planejado de nos encontrar, ali não havia cerca de qualquer possibilidade de água corrente nas proximidades, frustrava totalmente meus planos. Eu teria que ataca-lo durante a noite, quando atingisse o riacho que eu havia previsto, ou durante o dia em um local totalmente seco. Sentei à margem do rio que eu seguia, precisava me manter calma para pensar e então achar uma solução nos próximos minutos. Analisei o mapa da região nos minutos que se seguiram, se eu esperasse mais alguns dias ele iria cruzar com um córrego largo o bastante para me ajudar e isso me daria a oportunidade perfeita mais uma vez, mas eu não queria esperar mais tempo.
Fechei o mapa, relaxando pela primeira vez em horas, ele estava dormindo agora, o que significava que eu poderia ter alguns momentos de descanso... Então foi quando notei algo se movimentando atrás de mim, primeiro era só um farfalhar deslocado, mas quando me concentrei pude ouvir uma respiração pesada... Há quanto tempo ele estava ali me observando? Se eu pegasse o mapa para consultar novamente seria suspeito, mas eu tinha certeza de quê ele não conseguiria ter atravessado a distância que nos separava apenas nos minutos em que eu estava distraída, na pior das hipóteses ele esteve me observando, avaliando meus pontos fracos e fortes, durante toda a noite enquanto eu vigiava uma espécie de clone seu, que seguia o caminho que ele deveria estar atravessando. No entanto, eu tinha certeza de que não havia revelado nada de relevante o dia todo, mas com certeza ele já sabia que eu tinha uma afinidade com a água por viver sempre perto dela.
Qual seria o seu próximo passo, será que esperava que eu fosse atrás do seu clone em um lugar quase que desértico ou já tinha notado que eu não sairia dali e me atacaria em seguida?
Ouvi uma série de gravetos serem quebrados repentinamente, como alguém se movendo rapidamente, concentrei-me invocando os ventos de forma imperceptível e fazendo com que eles assumissem sua posição em torno de mim. Então algo, no segundo seguinte, se chocou contra a barreira recentemente formada, pude sentir os ventos se agitarem em torno de mim e, expulsando a ameaça, jogando-a longe. Não esperei para ver o que tinha investido contra a armadura, eu já sabia que era ele, abri as asas no instante em que o corpo bateu no solo e pairei no ar, há dois metros do chão, o observando se levantar.
— Você tem uns truques legais. - Senti a ironia em sua voz enquanto ele se levantava, tinha na mão uma espada feita totalmente de chamas negras e um escudo, talvez de estígio.
Sorri de canto tentando captar mais alguma armadilha ao meu redor, mas parecia que ele não tinha posto mais nada.
Dez esferas de energia escura, a mesma de que era formada sua espada, se formaram em torno de si, elas tinham de diâmetro mais ou menos o tamanho da palma de minha mão e emanavam uma enervação estranha, era como se tudo em torno delas fosse absorvido, até mesmo o ar ou a luz. Ele apontou sua espada para mim enquanto ria e as esferas foram arremessadas contra o meu corpo em velocidade e com momentos diferentes de partida.
Ele estava me testando?
Nesse caso, eu deveria ficar para me defender do seu ataque revelando o mínimo possível de minhas habilidades, mas algo sobre a matéria de que as esferas eram formadas me incomodava, então sem pensar direito no que fazia, senti o ar me carregar e me deixar mais leve, enquanto que eu me movimentava em torno das esferas (que agora passavam lentamente por mim) desviando-me delas habilmente. Minha velocidade voltou ao normal no momento em que as esferas atingiram as árvores ao meu redor e destas foi feita pó, em uma espécie de explosão de energia.
Ele, obviamente, não esperou que me recupera-se. Um grunhido chamou minha atenção de volta à batalha e quando voltei meu olhar para frente novamente, uma espécie de demônio investia contra mim, tinha metade da minha altura e também asas que o sustentava de um modo estranho no ar. Saquei minha espada do vento norte e desferi um corte lateral quando ele chegou ao meu alcance, manipulei uma corrente de ar para que seguisse meus movimentos e repelisse o demônio quando a espada se encontrasse com ele, assim como tinha acontecido com o seu mestre ao me atacar diretamente. O demônio foi jogado para trás e se desequilibrou com seu próprio peso, aproveitei o momento para sacar minha segunda espada e me arremessei contra ele, o atacando sucessivamente. Desferi primeiro um golpe lateral com a espada do vento norte, mas em vez de repeli-lo, dessa vez eu segui meu ataque com um corte transversal com a pérola negra e então, uni as duas espadas em um corte único em diagonal. Girei para recuperar meu equilíbrio e também ganhar força no próximo ataque, perfurei onde ficaria seu estômago ao fim do giro e arrastei ambas as espadas até sua cabeça, forçando-as a encontrar um caminho pelo corpo dele para fora e, assim, separando a parte superior de seu corpo em duas metades e fazendo-o desaparecer em energia escura.
O meio-sangue já parecia se concentrar para outro ataque, solidifiquei a luz da lua em volta de mim e as fiz assumir a forma de pequenas lanças então, usando as correntes de ar para aumentar a velocidade, as arremessei contra ele. Uma barreira de energia negra se ergueu imediatamente na frente do filho de Érebo, enquanto ele pulava para o lado e mandava suas próprias lanças feitas de energia escura. Usei, mais uma vez, o meu aumento de velocidade para me desviar dos seus ataques e, aproveitando a nova velocidade adquirida, investi contra ele enquanto sacava um punhal (e guardava as espadas) que eu sempre mantinha escondido, para o caso de emergências. Passei por ele mais rápido que um raio ou mais rápido do que qualquer coisa que pudesse pensar, em exceção a luz, e em minha trajetória rasguei o seu braço da espada de cima a baixo. De forma atrasada para mim, ouvi um grito de dor, certamente ele não sabia o que o tinha atingido até estar no chão segurando o braço direito sem entender o que estava se passando com ele. Guardei o punhal de volta em seu "esconderijo secreto" enquanto fechava as asas e me deixava cair sobre o rio, já em minha velocidade normal.
Um grande leque fechado se formou na minha frente enquanto eu invocava as correntes mais poderosas que eu podia sentir ali e, unindo-as em uma, agitei o leque as mandando contra ele em uma espécie de tufão, enquanto chamava o rio para se juntar ao meu ataque. Assim, uma grande quantidade de água junto com as correntes mais violentas se uniu em uma espécie de vértice e o atingiu, enquanto ele ainda estava no chão. Vi a força dos elementos lutar contra um grande escudo negro que apareceu em sua frente e alguns segundos conflituosos se seguiram, enquanto de um lado a massa negra tentava empurrar os elementos e do outro o tufão tentava avançar sobre ela, então como em um minúsculo quasar meu ataque foi absorvido para o vácuo.
O leque desapareceu diante dos meus olhos e eu saquei minha espada do vento norte novamente enquanto cinco clones feitos completamente de energia escura se formavam em minha frente. Pressionei um dos pingentes de uma pulseira que trazia no pulso esquerdo e um escudo se formou ali, a partir dela. Os três primeiros clones investiram e eu manipulei o rio, o incitando para fora de seu limite, a formar gigantescos espinhos de água que se congelaram quando abateram os clones. Solidifiquei a fraca luz que banhava os outros dois clones, fazendo-a assumir a forma de uma capsula ou casulo em torno deles, tão frágil quanto um cristal, então saindo da água avancei contra eles, agitando a espada e destruindo o recipiente em minúsculos pedaços, junto com seus hospedeiros. Mais quatro clones apareceram em minha volta, eu já estava ficando cansada daquelas distrações, abri as asas e me impulsionei para cima, quando estes avançaram sobre mim, me cercando, e levei a mão até um simples pingente de prata que eu sempre carregava, ativando-o. Os clones atacaram uns aos outros com os protótipos de espadas que carregavam e se destruíram, enquanto eu investia contra o meio-sangue.
Tentáculos de escuridão surgiram a partir do chão e se elevaram até mim, tentando me prender, eles pareciam ter vida própria como serpentes se remexendo enlouquecidamente, eu os ataquei sucessivamente cortando-os tão logo quanto surgiam. Mas quanto mais eu os atacava mais deles apareciam, um tentáculo se enroscou ao meu tornozelo e eu gritei de dor pela sensação fria que cortava minha pele, então ele me puxou para o chão e mais deles se enroscaram a mim, alguns se enroscaram nas asas tentando destruí-las, mas a maioria preferiu atacar a parte do meu corpo que não estava coberta pela armadura. Gritei de dor, sem saber mais o que fazer, senti que os tentáculos se alimentavam do meu sangue e ficavam mais grossos a cada segundo, já podia sentir meu corpo esmorecer pela falta de sangue, se eu não desse um jeito de afasta-los iria morrer ali. Tentei me concentrar para invocar alguma coisa, qualquer coisa que pudesse me tirar daquela situação, mas eu não conseguia sentir mais minha própria energia por causa da dor, minha visão ficou turva e eu me deixei levar...

Não sei quanto tempo havia se passado, talvez apenas um segundo, quando comecei a sentir uma leve sensação de calor tocando a minha pele, senti meus ferimentos mais graves se fecharem enquanto os tentáculos abriam novos caminhos e a dor irrompia novamente, mas dessa vez mais fraca, ao mesmo tempo em que, a energia solar me restaurava. Aumentei aquela sensação de calor dentro de mim e a misturei com a raiva e dor que estava sentindo, então meu corpo começou a emitir uma fraca luz para em seguida queimar em chamas, mas o fogo que me envolvia não me machucava. Ouvi o chiado agudo dos tentáculos enquanto o fogo os destruía e cai no chão abruptamente, estava livre... Ao menos daquela “ameaça”.
Quando pensei que havia me livrado dos tentáculos tentei me arrastar de volta para a água, a luz solar havia me restaurado em partes, mas eu ainda estava fraca, no entanto a escuridão caiu sobre mim e me envolveu, eles até poderiam ter sido feridos, mas voltaram mais fortes do que antes e unidos em um só. O manto negro comprimia meus ossos e sugava minhas forças ao mesmo tempo, era como se tentassem me absorver por completa de uma só vez. Eu gritei ainda mais que antes, o filho de Érebo se divertia em me torturar.
Se fogo não havia funcionado contra aquelas coisas o que poderia?
Tentei me manter lúcida mesmo através da dor, uma resposta meio que se formava em minha mente, mas eu não tinha muita certeza sobre ela, também não sabia onde havia ido parar as armas com que eu estava alguns minutos atrás. Manipulei as correntes do afluente até mim, enquanto retirava o punhal de minha cintura e via-o assumir a forma de um tridente, as correntes atingiram fortemente a criatura de sombras a envolvendo no mesmo momento em que me renovava, estávamos meio em uma bolha de água agora: o manto me envolvendo e a água encapsulando o manto; e então, descargas elétricas foram emitidas através do tridente e estas ganharam força através da água, mas aquilo não me afetava. Filamentos de um líquido escuro começaram a escapar da deforme sombra e enegreciam a água da bolha, mas não parei de emitir as descargas até que aquela coisa caísse sobre mim tão mole quanto uma borracha.
Levantei-me fazendo com que a água negra se dissipasse ao meu redor, mais correntes se juntaram à mim, como um gigantesco animal encolhido protegendo sua cria, para me restaurar e apontei o tridente contra o meio-sangue. Se a eletricidade tinha funcionado contra a sombra cria quem sabe não funcionaria também com a sombra mestre? O meio-sangue sorria para mim sarcasticamente, mas algo em sua aparência estava estranha, parecia que todo o esforço que ele havia realizado durante a noite estava sendo descontado no seu corpo pela manhã, no entanto ele não parecia se preocupar com meu próximo ataque. Faíscas de eletricidade saíram do tridente como um aviso, rompendo o breve momento de silencio entre nós e então raios começaram a ser emitidos em sua direção e cercaram o meio-sangue em uma espécie de campo elétrico, mas por mais que a eletricidade o cercasse e "atingisse" seu corpo, ela não fazia efeito real sobre ele. Mantive o campo pelo maior tempo possível até começar a arfar pela falta de energia, foi quando notei que a luz o banhava de modo estranho, ele também não tinha mais uma sombra, era como se seu corpo estivesse translúcido. A pesar do cansaço sua risada debochada também me incomodava, eu queria matá-lo se soubesse um jeito de conseguir atingi-lo, parei o ataque voltando a buscar energia na camada de água ao meu redor.
— Já desistiu, filha de Poseidon? - Ele atirou contra mim debochadamente — Até quando vai lutar pelos deuses? Não vê que é uma completa perda de tempo?
— Você também luta pela sua família, não tente me atingir com isso. - respondi ainda arfando um pouco, o que só provocou mais risadas da parte dele.
— Tem razão, mas vemos claramente a diferença de poderes entre nós. - Ele abriu os braços como se fosse abraçar os céus. — Até onde os olimpianos vão te levar? À morte muito provavelmente, eles não se importam com os filhos ou com qualquer outro semideus, o que realmente importa é como vão gastar o tempo infinito deles... Junte-se a mim e me ajude a trazer de volta meu pai e, assim, quando construímos um novo mundo, você será lembrada como uma heroína.
A raiva queimava dentro de mim, eu não queria virar história e muito menos ser adorada como um ícone, sendo deformada e refeita pelo o que os outros achavam que eu tinha sido e pelo o que eu tinha lutado. Eu só queria viver minha vida com o máximo de paz que eu conseguisse... Passei o tridente para a mão esquerda e saquei a pérola negra enquanto investia abertamente contra ele, vi quando a espada de chamas negras se formou em sua mão e pude ouvir um barulho estranho de "metal" quando nossas espadas de chocaram. Começamos uma dança de sucessivos ataques, com defesas estranhas e improvisadas, eu nunca havia ficado tanto tempo em um duelo de espadas como aquele, mas eu precisava continuar distraindo-o para planejar o meu ataque final. Agachei-me desviando de um dos seus golpes e aproveitando para tentar atacar suas pernas, mas ele pulou e se afastou. Da forma mais imperceptível que pude, eu segurei o fluxo natural da água no rio, pedindo para que ela aguardasse, não era uma tarefa fácil uma vez que precisava de mais energia a cada segundo.
Então enquanto me concentrava para desviar dos ataques dele e o ataca-lo algumas vezes, também mantinha meu foco principal na manipulação da água, eu tinha que agir rápido. Assobiei fracamente, esperando que aquilo fosse o suficiente para invocar "quem" eu precisava e não alarmar o meio-sangue, soube que tinha dado certo quando o tridente em minha mão começou a soltar faíscas contra a minha vontade... aquilo sempre acontecia com ele por perto.
— Ao contrário de você, eu não preciso que meu pai me leve à lugar algum... - Respondi sua pergunta, tardiamente e com raiva.
Girei meu corpo, visando atacar o lado da cabeça do meio-sangue e assim forçando-o a erguer de mais sua guarda, era a distração que eu queria... ele se manteria tangível por causa da adrenalina da batalha. Soltei a pressão que mantinha sobre o rio e a água explodiu em minha direção, assim como eu precisava, manipulei o volume de água necessário para nos deixar no meio de uma esfera com 3m de raio, ao mesmo tempo em que, pressionava o tridente contra o peito desprotegido do meio-sangue canalizando para ali as cargas elétricas mais poderosas que eu conseguia. Foi quando Eurus, um espirito da tempestade que havia recebido de Éter, emprestou sua energia a mim (por ele assumir a forma de um cavalo eu tinha uma espécie de ligação empática com ele, no entanto, muito mais intuitiva do que comunicativa), pude sentir a diferença de força perpassando no tridente e atingindo diretamente o corpo do filho de Érebo, enquanto éramos envoltos pela esfera gigantesca de água.

Por Niké, espero que dê certo...

O filho de Érebo lutava mesmo sendo eletrocutado, me afastei dele nadando para fora, mas ainda atirando as cargas elétricas na água, aquilo aumentaria o efeito da eletricidade. Uma vez fora da esfera eu a comprimi, reduzindo o seu volume e fazendo com que a pressão dentro dela aumentasse e as chances de fuga diminuísse. Eurus doou mais dê sua energia para mim, quando mandei a ele uma mensagem do que precisava, eu havia me transformado em uma espécie de válvula que recebia e distribuía energia, mantendo a pressão exata nos locais necessários. Quando achei que não poderia mais suportar segurar toda aquela força, o céu límpido da manhã escureceu como acontece antes de uma tempestade e o raio mais poderoso que eu havia visto na vida atingiu meu pequeno campo concentrado de poder, então eu abandonei toda a concentração que mantinha de uma vez e deixei o tridente cair ao meu lado.
A esfera também foi desfeita e a água se espalhou pelo chão da floresta, no chão jazia o filho de Érebo e eu orava aos deuses para não permitir que ele estivesse morto, sua roupa estava queimada e seu rosto pálido. Fiquei ali um momento, apenas ajoelhada observando a situação, eu estava exausta e meus músculos doíam de uma forma insuportável, por fim reuni coragem para me levantar e ir até Eurus.
Afaguei sua forma de cavalo, enquanto sussurrava para ele: — Obrigada garoto, pode ir agora, deve estar tão ou mais cansado do que eu... vou arrumar um modo de recompensa-lo em breve. - Ele relinchou baixo, mas parecendo alegre e desapareceu em cargas elétricas.
O céu voltou ao seu estado normal, de uma manhã límpida e sem nuvens, enquanto eu olhava para cima perdida em pensamentos.
Obrigada, tio... - Pensei por fim, então recolhi uma a uma as minhas armas espalhadas pelo chão e, sem cerimonia joguei a maioria em minha mochila, enquanto elas mantinham suas formas desativadas.
Tirar o filho de Érebo dali foi uma das partes mais difíceis no estado que eu estava, eu não tinha mais energia para qualquer outro poder então assoviei mais uma vez invocando por fim Zéfirus, o pégaso que sempre me socorria nas condições mais difíceis, acho que ele já estava acostumado em me encontrar em encrencas. Precisei retirar a armadura do meio-sangue e também, por segurança, recolhi todas as suas armas e com muito esforço consegui coloca-lo atravessado em cima de Zéfirus enquanto este se mantinha deitado no chão e reclamando.
A viagem de volta foi sacrificante tanto para mim quanto para o pégaso, que não estava acostumado a ter tanto peso em cima dele, eu em muitas vezes e por muito pouco não havia caído em pleno voo o que forçava Zéfirus a ir muito mais lento do que poderia. O meu segundo encontro com Éter foi um borrão para mim, entreguei as armas do filho de Érebo a ele, junto com a sua armadura e ele prometeu que arrumaria algum espírito da natureza para cuidar do pégaso por mim, então fui enviada de volta ao chalé de meu pai e cai na minha cama pesadamente, adormecendo em seguida.


Requisitos para fazer o teste e permanência no grupo:
- Ser no mínimo um nível 15.
- Não poderá desistir do grupo, uma vez dentro só sairá morto.

Bid my blood to run. Before I come undone. Save me."
Bluee @ Cupcake Graphics

Armas, Armaduras e Itens Usados:
¥ Espada do Vento Norte -Feita de prata divino, ajuda canalizar os poderes dos Filhos de Éolo, fria como o Vento Norte pode também congelar um inimigo mais fraco ou apenas paralisar se for mais forte; Dura um turno).
¥ Colar De Perola Negra - Este colar se transforma em um sabre feito completamente de ouro negro, é um item indestrutível compostos das águas mais perigosas de todo o oceano. [By: Poseidon]
¥Leque Divino -Um leque mágico, feito de ouro imperial, tem cerca de um metro de altura quando fechado, pode ser usado tanto para defesa quanto para ataque, possui lâminas que são reveladas quando aberto, é leve e indestrutível (auxilia na habilidade aerocinese).
¥ Punhal do ar - Este punhal ao atingir o oponente injeta ar nas suas veias petrificando o sangue e causando assim a paralisação circulatória até a morte ou amputação do membro atingido. [Indestrutível]
¥Tridente elétrico -Conduz eletricidade e pode lança-la ou envolver o corpo do dono em barreiras. Quando jogado para cima por seu dono vira um punhal.

¥Armadura de Ouro Branco -Indestrutível. Possui desenhos de asas nas costas que transformam-se em asas verdadeiras feitas de prata divino (indestrutíveis).
¥ Armadura dos Ventos -Uma armadura não-solida feita de ventos mágicos que cobre todo o corpo, ela não pode ser vista porém também é indestrutível e ao toca-la diretamente o oponente voa para longe e se corta.
¥ Pulseira de Ouro com 3 Pingentes {Indestrutível} (Volta sempre para o dono) -
♥ Pingente 3: Um coração > Quando pressionado cria Um escudo com um coração desenhado na frente que sendo bem usado, o oponente sofre os danos que o dono deveria receber. {By: Afrodite // Feliz Natal}

¥ Mapa de Batalha – aparentemente é um pedaço de pergaminho velho. Ele pode mostrar qualquer lugar do mundo como um holograma em 3 dimensões, o usuário pode afastar e aproximar a imagem no mapa [Presente de niver // by: Chronos]
¥Colar da Discórdia [Caso o campista esteja lutando com dois oponentes, ativando este colar, ele conseguirá criar uma breve discórdia entre seus inimigos. Aviso: Dura uma rodada]
¥ Diadema de Niké - A sorte te acompanhará por 3 rodadas, onde tudo o que você fizer será bem sucedido. {by: Atena}
¥ Mochila [15 espaços] {0/15}
Mascotes chamados:
Ѱ Pégaso Abençoado -Zefirus- este pégaso tem a benção de Éolo, o que lhe permite voar mais rápido que qualquer outra criatura mágica.  
Ѱ Espírito da tempestade - Eurus - Um espírito controlado por Éter em forma de cavalo que pode soltar descargas elétricas
Poderes usados (Passivos e Ativos):

Éter (Passivos):
Ѱ Respiração divina: Vocês respiram o mesmo ar que os deuses por isso tem 20% a mais de vida, força e velocidade do que todos os semideuses.
Ѱ Olfato apurado: De longe você sente a presença de alguém e pode saber quem ou o que é caso já tenha sentido o cheiro antes
Ѱ Mover objetos: Você pode mover qualquer objeto/arma na velocidade da luz para onde quiser. Podendo pegar suas ou as armas dos inimigos que estejam em qualquer lugar.
Ѱ Comunicação com os deuses: Por seu pai ser a ligação entre o olimpo e o tártaro você agora pode falar com alguns deuses sem problemas e dele receberá uma benção (uma vez por batalha) - Zeus: Concedera-te um raio na luta [não funciona em filhos do(a) deus(a)]
Ѱ Energia solar II: Você tem agora energia infinita solar pode captar quanto quiser e pode regenerar a de UM aliado em até 50%.
Ѱ Agilidade multiplicada: Você pode se esquivar de qualquer ataque na velocidade da luz, por isso eles são difíceis de te acertar.
Ѱ Recuperação na luz II: Agora você recupera até 30% do HP na luz.

(Ativos)
Ѱ Aerocinese Intermediária: Agora você pode controlar correntes de ar maiores e com um atributo especial que as torna quente ou fria, dependendo da sua vontade. Tal corrente derruba o inimigo e pode deixá-lo com muito frio ou com muito calor.
Ѱ Solidificação da Luz II Você pode solidificar boa parte da luz do ambiente podendo criar escudos ou pequenas armas.
Ѱ Aerocinese Avançada: Agora você pode controlar gigantes correntes de ar, podendo ser extremamente frias capaz de congelar o inimigo ou extremamente quentes. Com a junção de duas correntes vindas de direções opostas, você pode criar tempestade e também pode criar tufões e furacões. (A intensidade e tamanho do furacão e da tempestade depende de seu nível).
Ѱ Luz ardente: Você emite luz por todas as partes do corpo e pode soltar raios de luz por toda a parte como uma bomba.
Ѱ Tornados e furacões: Cria furacões e Tornados de 1,50 e machucam o inimigo que aumentam seu tamanho em 10% a cada nível chegando até 3 metros.
Ѱ Dominação de fogo e raio III: Agora pode tanto criar fogo o quanto quiser quanto controlador o fogo do meio ambiente.

Poseidon (Passivos)
Ѱ Perícia com espadas I – Você é muito bom com espadas, mesmo que nunca tenha visto uma na sua vida.
Ѱ Imune a eletricidade – Quando você está na água, ela pode ser eletrocutada, mas você não é atingido.
Ѱ Correntes II - Pode controlar as correntes marinhas com sua vontade, de forma bem mais ilimitada, sendo capaz de mover até mesmo um barco médio.
Ѱ Em contato com a água, o filho de Poseidon fica mais forte, resistente e ágil, fortalecendo-se.
Ѱ Cura pela água III – Você pode se curar quase totalmente ao ter contato com a água, recuperando 45HP.

(Ativos)
Ѱ Pontas de Gelo - Pode criar pontas de gelo congelando a água e atacar seus adversários. [-40MP]
Ѱ Hidrocinese III – Capaz de controlar imensas quantidades de água e criar golpes com seu controle aprimorado. [-30MP]
Poderes do Filho de Érebo:

• Perícia com espadas - O semideus filho de Érebo tem perícia usando espadas, mesmo iniciante ele consegue fazer movimentos habilidosos.
• Visão - É capaz de enxergar tão bem no escuro total quando enxerga no claro.
• Cura - Ao estar em contato com as sombras, cura qualquer ferimento,veneno, etc.
• Esconderijo Móvel - Agora o filho de Érebo consegue fazer com que ele e seus aliados fiquem praticamente invisíveis. Ninguém vai perceber eles passando e não vão ouvir os barulhos, nem monstros, policiais, nem nada.
• Camuflagem - Ao estar em sombras o semideus fica imperceptível, a não ser por aqueles com sentidos muito mais aguçados que o normal.
• Guerreiro das Sombras - Ao estar na escuridão, o semideus fica extremamente rápido e forte, seus ataques causam mais dano e seu inimigo tem dificuldades em acertá-lo.
• Assassino - Consegue ver os pontos fracos de monstros e outros inimigos, tendo muita facilidade em matá-los.
• Mestre com espadas - O semideus agora tem habilidades incríveis de espadachim, podendo fazer ataques e outros movimentos incríveis.
• Controle das Sombras - É capaz de controlar as sombras ao redor, podendo concentrá-las e espalhá-las como quiser. É possível solidificar, podendo usá-las para arremessar contra inimigos e objetos.
• Esfera Sombria - Consegue criar uma esfera negra feita de vácuo na palma da mão e lançá-la num inimigo, a esfera é capaz de transformar em cinzas tudo o que toca.
• Exército das Sombras [Inicial] - O semideus é capaz de invocar 5 clones usando a escuridão, os clones estão armados com uma espada e escudo, e eles obedecem ao meu filho, podendo auxiliá-los da maneira que quiserem.
• Tentáculos - Tentáculos feitos de escuridão surgem do chão e prendem o inimigo.
• Escudo das Trevas - Meu filho consegue criar um campo de força escuro em volta de si, protegendo-o de qualquer tipo de ataque, envolvendo quantas pessoas o Sombra quiser. A barreira é indestrutível/impenetrável.
• Demônio das Sombras [Intermediário] - Invoca um demônio de 500HP, mais forte que o anterior, e maior, carrega um tridente negro, tem asas.
• Buraco Negro - Cria um grande buraco negro, sugando tudo e todos que estão perto, menos o filho de Érebo e quem ele desejar salvar.
• Imunidade Sombria - O semideus faz com que seu corpo se torne sombras, o deixando imune a qualquer tipo de ataque, podendo se tornar invisível em meio a outras sombras.

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HP:
440/440  (440/440)

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Re: Teste para Anjo de Éter

Mensagem por Éter em Dom Mar 16, 2014 2:43 pm

Avaliação!
Wow... Que teste! Premeiramente, gostei muito de suas descrições, características, História e Batalha. Não percebi quase nenhum erro em seu texto, embora tenham existido algumas repetições de palavras e erros de pontuação, porém nenhum texto é totalmente perfeito. Também gostei de sua criatividade, seu teste foi impressionante. Você mostrou que merece fazer parte do grupo.
Aprovada!
Seja Bem-Vinda! 


✧ Atualizada ✧

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HP:
999999999999999999/999999999999999999  (999999999999999999/999999999999999999)

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Re: Teste para Anjo de Éter

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